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InfeCÇÕES oculares

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Conjuntivite, Blefarite, Uveíte, Terçol & outras -
 

imagem de conjuntivite-IBCnet
 

  1. As conjuntivites  Farmácia Saúde
  2. Conjuntivite  Dr. Rui Farinha
  3. A Blefarite  Dr. Queiroz Neto
  4. A Uveíte  Sanfil, Coimbra   fev. 2014
  5. Uveíte: irite, ciclite, coroidite e coriorretinite Medipedia   fev. 2014
  6. Terçol  Lincx - Serviços de Saúde
  7. Terçol ou Calázio?  Dr. Drauzio Varella
  8. Microrganismos causadores das infecções dos olhos  MilOpticas


  

As Conjuntivites
 

Farmácia Saúde.

Se ao acordar as pálpebras não desgrudam, unidas como uma persiana que teima em não deixar entrar a luz, se os olhos lacrimejam, enevoados por uma secreção aquosa ou purulenta, o mais certo é ser conjuntivite. Uma inflamação altamente contagiosa.

Nesta altura do ano as conjuntivites estão nas suas «sete quintas». As crianças já regressaram à escola, as mais pequenas ao infantário, partilhando brincadeiras e brinquedos, tocando-se, levando as mãos aos olhos, tocando-se novamente. Não há melhor ambiente para uma conjuntivite. Facilmente se propaga, visível na vermelhidão lacrimejante dos olhos de uma criança após a outra, para desespero de educadoras e pais. É que a conjuntivite é altamente contagiosa e a sua declaração numa criança é, por regra, impeditiva da sua presença no infantário, de modo a resguardar tanto quanto possível o resto da classe.

Apresenta-se de surdina, discreta num olho que parece chorar, num pequeno ponto de pus que se encaixa num recanto. Depois, desenvolve-se quase sempre na calada da noite, mostrando-se subitamente quando, ao acordar, a criança mal consegue despegar as pálpebras, coladas uma à outra por uma secreção mais ou menos transparente e gelatinosa. Quando finalmente se separam revela-se uma espécie de cortina aquosa a cobrir a vermelhidão do olho. 
Muitas vezes, essa secreção evolui, ganhando uma tonalidade amarelado e um aspecto purulento, como se os olhos tivessem sido pincelados a pus. E incomoda, incomoda até muito, fazendo com que as crianças levem as mãos aos olhos, esfregando em busca de alívio. Mas com este gesto – que é difícil conter – em vez de alívio, o que acontece é que a inflamação passa rapidamente de um olho para o outro. Está aberta a porta do contágio, já que as mãos que tocaram nos olhos inflamados tocam depois em objectos que outras crianças vão partilhar. Tocam em pequenos e graúdos, levando também a estes uma doença que é mais frequente nas crianças mas pode «atacar» todas as idades.


A cada um a sua conjuntivite

Este é quadro mais conhecido e de alguma forma transversal a todos os tipos de conjuntivite. São três e distinguem-se consoante a origem da inflamação.

Assim, a conjuntivite pode ser alérgica, resultando de uma reacção dos olhos à poeira, ao pólen, a cosméticos, lentes de contacto, fumo, pêlo de animais e contacto directo com água tratada com cloro.

sobre conjuntivite alérgica ler:
http://deficienciavisual10.com.sapo.pt/sd-alergias_oculares.htm

Pode igualmente ter manifestações sazonais, andando então associada a alergias como a chamada febre dos fenos.

Vírus e bactérias dividem, no entanto, a maior fatia das responsabilidades, a eles se devendo o carácter infeccioso e contagioso da conjuntivite. A principal diferença consiste na duração do incómodo: se o agente infeccioso é viral, os sintomas podem desaparecer em dois ou três dias; já se for bacteriano, as melhoras demoram mais algum tempo, sendo precisas uma ou duas semanas para que os olhos retomem a boa forma.

Independentemente do agente agressor, tudo começa por um «ataque» à conjuntiva, uma fina membrana que cobre o branco dos olhos (esclera) e cuja função é produzir muco para proteger e lubrificar a superfície ocular. Normalmente, a conjuntiva possui vasos sanguíneos visíveis bem de perto. Ora, quando se dá a agressão, esses vasos dilatam, ficam mais proeminentes, tornando o olho vermelho. A vermelhidão é, aliás, a única forma que a conjuntiva, sendo um tecido simples, tem de reagir aos estímulos. E esse é o primeiro sinal de conjuntivite. 

Mas, atenção, por trás de um olho vermelho nem sempre está uma conjuntivite. Muitas outras doenças oculares – como o glaucoma - se podem aí esconder, devendo ser pois procurado o conselho de um oftalmologista. Sobretudo se a vermelhidão for acompanhada de outras sintomas como dor forte, elevada sensibilidade à luz ou visão desfocada.


Veja bem onde põe as mãos

As mãos são os principais inimigos dos olhos, falando de conjuntivite é claro. É que são elas o agente do contágio. Perante a sensação de areia nos olhos que acompanha a secreção e a vermelhidão, o gesto mais automático e compreensível é esfregar. Mas, além de ser perigoso, pois pode irritar a conjuntiva, este gesto é o caminho mais rápido para levar a doença a outros olhos. 

Lavar as mãos com frequência é – este sim – um gesto recomendado. Tal como não partilhar toalhas nem maquilhagem, igualmente veículos fáceis de propagação da conjuntivite.

E mesmo no cuidar dos olhos doentes é preciso ver bem onde se põem as mãos. Na aplicação do colírio habitualmente usado no tratamento é de evitar o contacto dos dedos com o líquido ou a pomada, tal como é de evitar que o próprio medicamento toque nos olhos. Deve-se deixar cair uma gota na zona afectada e fechar os olhos para que se espalhe. Antes e depois desta operação, as mãos devem ser lavadas, sempre em nome da prevenção. 

É de facto com colírio que se combatem as conjuntivites, mas o vulgar soro fisiológico também ajuda e muito. Compressas várias vezes ao dia aliviam, ao mesmo tempo que limpam os olhos das irritantes secreções. De qualquer forma o tratamento deve ser feito com moderação, porquanto os olhos são órgãos extremamente sensíveis.


Sinais de infecção

Estão bem identificados os sinais que denunciam uma conjuntivite. São eles:

- pálpebras inchadas e coladas, sobretudo ao acordar
- olhos vermelhos
- sensibilidade à luz
- visão enevoada
- sensação de areia nos olhos
- secreção aquosa ou purulenta


Cuidados básicos

Há algumas regras que, se respeitadas, permitem prevenir o contágio. Quase todas passam pelas mãos:

- lave as mãos com frequência
- não toque nos olhos
- não encoste o frasco do colírio ou a pomada ao olho
- não partilhe toalhas
- não use maquilhagem de outras pessoas
- não use lentes de contacto enquanto durar a inflamação


Fonte: http://www.farmaciasaude.com


Conjuntivite

Dr. Rui Farinha
 

 A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva. Conheça algumas formas de prevenir e evitar esta doença.

 

O que é

A conjuntivite é uma doença em que há inflamação da conjuntiva (membrana mucosa que reveste o globo ocular).


Quais as causas

Existem várias causas de conjuntivite:

  • Vírus.
  • Alergias (pó, pólen, pêlo de animais e outros alergénios.
  • Agentes físicos (vento, pó).
  • Agentes químicos (fumo, poluição do ar).
  • Bactérias.
  • Doenças sistémicas (que afectam vários órgãos).

 

Quais os sintomas

Os sintomas são vários:

  • Olho(s) vermelho(s).
  • Sensação de areia nos olhos/prurido (comichão), uni ou bilateral.
  • Corrimento ocular aquoso (se conjuntivite viral) ou tipo pus (se conjuntivite bacteriana).
  • Visão ligeiramente turva ou enevoada.
  • Hipersensibilidade à luz (fotofobia).
  • Dor ocular.

A conjuntivite viral e bacteriana podem estar associadas a outras infecções e afectar um ou ambos os olhos. A forma bacteriana pode estar associada a infecção respiratória ou da garganta. Há produção de pus (secreções espessas, amarelo-esverdeadas) e intumescimento das pálpebras que tendem a aderir uma à outra. A conjuntivite alérgica afecta mais frequentemente os dois olhos e dá preferencialmente prurido intenso e lacrimejo.


Como se diagnostica

Basta a observação do médico para se fazer o diagnóstico de conjuntivite. Se a situação for grave, resistente ao tratamento ou recorrente, torna-se necessário colher uma amostra de secreções para análise laboratorial, com o objectivo de se determinar com precisão a causa e implementar uma terapêutica mais dirigida.


Como se desenvolve

A conjuntiva reveste o olho e a parte interna das pálpebras, estando exposta a uma série de agentes agressores (vírus, bactérias, alergénios, vento, poluição). As lágrimas protegem a conjuntiva destes agentes agressores. Por vezes, a agressão é de tal modo intensa que surge inflamação da conjuntiva (conjuntivite). É uma doença incómoda, que habitualmente responde bem ao tratamento e tem um bom prognóstico. O contágio de terceiros é relativamente frequente nas formas infecciosas.


Formas de tratamento

O desconforto provocado pela conjuntivite pode ser aliviado com a colocação de compressas quentes humedecidas, durante 5 minutos, 3 a 4 vezes por dia, no(s) olho(s) afectado(s), com as pálpebras fechadas.

As conjuntivites virais não necessitam de qualquer tratamento específico, desaparecendo ao fim de uma semana. Nas conjuntivites bacterianas, em que há produção de pus, devem-se lavar os olhos com água morna e depois usar um pano para eliminar o pus.

O médico poderá prescrever um antibiótico para aplicação local no olho(s) afectado(s). Os antibióticos servem apenas para tratar conjuntivites bacterianas. Nas conjuntivites alérgicas não se devem esfregar os olhos e devem-se usar compressas frias para aliviar o prurido e a sensação de desconforto. Neste caso, o médico pode prescrever medicamentos que actuem sobre a alergia (vasoconstritores, anti-histamínicos tópicos ou outros).


Formas de prevenção

Existem algumas medidas simples que o doente pode adoptar no sentido de prevenir o agravamento e a disseminação da doença:

  • Não pôr as mãos nos olhos.
  • Lavar as mãos antes e depois de lavar os olhos.
  • Lavar as mãos antes e depois de aplicar os medicamentos nos olhos.
  • As toalhas de rosto e as de banho, bem como as fronhas devem ser mudadas diariamente e não devem ser usadas por outras pessoas.
  • Usar e cuidar adequadamente das lentes de contacto.



Doenças comuns - como diferenciar

Várias são as doenças que têm de ser distinguidas da conjuntivite:

  • queratites (inflamação da córnea);
  • irites (inflamações da íris);
  • coroidites (inflamações da coroideia);
  • blefarites (inflamações das pálpebras);
  • dacriocistites (inflamações das glândulas lacrimais).

Algumas destas doenças são mais graves do que a conjuntivite e só o médico está apto a distinguir cada uma destas doenças.


Outras designações:  

Olho(s) vermelho(s).


Quando consultar o médico especialista

A conjuntivite não necessita de tratamento extenso e, na generalidade dos casos, não está associada a situações de emergência. Porém é uma situação incómoda, que exige um diagnóstico diferencial com várias outras situações, é altamente contagiosa e, ocasionalmente, pode originar complicações corneanas, devendo o doente dirigir-se imediatamente ao médico logo que os sintomas surjam para ser efectuado o respectivo diagnóstico e tratamento.


Pessoas mais predispostas

  • Crianças (devido à alta contagiosidade das conjuntivites virais e ao facto delas desrespeitarem com maior facilidade as medidas de higiene necessárias para prevenir a disseminação desta doença).
  • Doentes alérgicos.
  • Doentes com doenças sistémicas.

  
Oninet - Portal "Viva Saudável"


 

A Blefarite

Dr. Queiroz Neto
 

A blefarite é uma inflamação comum e persistente das pálpebras. Produz sintomas tais como irritação, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta condição afeta frequentemente as pessoas que tem tendência a apresentar pele oleosa, caspa e secura ocular. A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar mais tardiamente na vida.

blefarite-1.jpg

 A superfície da pele normal contém bactérias e, em certas pessoas, tais bactérias estão presentes na pele da base dos cílios. A irritação resultante, às vezes associada com a actividade excessiva das glândulas sebáceas vizinhas, produz escamas parecidas com caspa e partículas que se formam ao longo dos cílios e pálpebras.

Em algumas ocasiões, as escamas ou as bactérias produzem somente irritação e prurido leves, porém em outras podem causar ardência e sensação de areia nos olhos. A blefarite pode conduzir a complicações mais graves, como inflamação dos tecidos oculares, em especial a córnea.

Como se trata a blefarite ?

A blefarite pode não ser curável, porém é possível controlá-la mediante algumas medidas diárias:

  • Pelo menos duas vezes ao dia, aplique compressas mornas sobre as pálpebras fechadas durante dois a três minutos. Este procedimento descola as escamas e detritos, além de solubilizar as secreções oleosas das glândulas sebáceas tarsais, prevenindo assim o aparecimento de calázio, que é um tipo de inflamação da glândula sebácea palpebral.
     
  • Utilizando a ponta do seu dedo envolta em um pano fino ou uma haste de algodão ( cotonete ), esfregue com delicadeza a base dos cílios aproximadamente 15 segundos em cada pálpebra.
     
  • Se o médico prescreveu pomada com antibiótico, aplique uma pequena quantidade na base dos cílios, preferencialmente na hora de dormir.

Estas simples medidas higiênicas diárias reduzirão ao mínimo a necessidade de medicações adicionais que alguns pacientes requerem para controlar os seus sintomas:

Lágrimas artificiais. Devem ser aplicadas para aliviar os sintomas de olho seco.

Corticoesteróides oculares. Podem ser utilizadas por um breve período de tempo para reduzir a inflamação.

Pomada com antibiótico ou comprimidos antibióticos. Podem ser empregados para reduzir a quantidade de bactérias nas pálpebras.

 

Na blefarite, as pálpebras superior e inferior estão recobertas por detritos oleosos e bactérias em torno da base nos cílios. O paciente refere irritação ocular e em certos casos, inflamação do olho. A limpeza regular e completa da borda palpebral contribui para o controle da blefarite.

colaretes

escamas

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conjuntivite

úlceras

 

As enfermidades do olho podem manifestar-se a qualquer idade. Muitas delas não causam sintomas até que tenham produzido lesão. Por isso exames médicos realizados regularmente por um oftalmologista são muito importantes, já que muitos casos de cegueira são preveníveis quando são diagnosticadas e tratadas a tempo.


Dr Queiroz Neto


A Uveíte e o seu tratamento


Clínica Santa Filomena

 

A uveíte é a inflamação da úvea, a camada central do olho. A úvea consiste na íris, no coróide e no corpo ciliar. O coróide está "entalado" entre a retine e a parte branca do olho (esclerótica) e fornece fluxo sanguíneo às camadas mais profundas da retina. O tipo mais comum de uveíte é uma inflamação da íris chamada irite (uveíte anterior).

Infecções, lesões e doenças auto-imunes poderão estar associadas ao desenvolvimento da uveíte, no entanto, a causa exacta permanece desconhecida.

A uveíte pode ser grave, levando a perda de visão permanente. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para prevenir complicações da uveíte.
 

Sintomas

Os sinais, sintomas e características da uveíte incluem:

  • Vermelhidão nos olhos
  • Dores nos olhos
  • Sensibilidade à luz
  • Visão turva
  • Pontos escuros e flutuantes no seu campo de visão (flutuadores)
  • Visão fraca
  • Área esbranquiçada (hipopion) dentro do olho na parte frontal inferior da área colorida do olho (íris)

O local da uveíte varia e é descrito através do local onde ocorrer no olho.

  • A uveíte anterior afecta a parte frontal do olho (também chamada de irite).
  • A uveíte posterior afecta a parte traseira do olho (também chamada de coroidite).
  • A uveíte intermédia afecta o corpo ciliar (também chamada de ciclite).

A panuveíte ocorre quando todas as camadas da úvea estão inflamadas.

Em qualquer um destes problemas, o material gelatinosos no centro do seu olho (vítreo) também pode ficar inflamado e infiltrado com células inflamatórias.

Os sintomas poderão ocorrer de repente e piorarem rapidamente, no entanto, em alguns casos, os sintomas desenvolvem-se gradualmente. Os sintomas poderão ser notados em um ou nos dois olhos.
 

Quando consultar um médico

Contacte o seu médico se achar que poderá ter sintomas de uveíte. O seu médico poderá encaminhá-lo/a para um especialista (oftalmologista). Se tiver uma dor significativa nos olhos e novos problemas de visão, procure ajuda médica rapidamente.


Causas

Por vezes, a causa específica da uveíte não é clara. No entanto, em algumas pessoas, a uveíte está associada a:

  • Doenças auto-imunes, como por exemplo doença de Behcet, sarcoidose ou espondilite anquilosante.
  • Doenças inflamatórias, como por exemplo doença de Crohn ou colite ulcerativa.
  • Infecções como por exemplo doença da arranhadura de gato, herpes, sífilis, toxoplasmose, tuberculose ou vírus da febre do Vale do Nilo.
  • Lesões oculares
  • Certos cancros, como por exemplo linfoma, que podem afectar, directa ou indirectamente, o olho.
     

Diagnóstico

Quando visita um oftalmologista, o seu médico irá provavelmente realizar um exame completo e reunir o seu historial de saúde.

Se o oftalmologista suspeitar de uma doença subjacente como sendo a causa da sua uveíte, poderá ser reencaminhado para outro médico para a realização de um exame médico geral e análises. Por vezes é difícil encontrar a causa específica para a uveíte. No entanto, o seu médico irá tentar determinar se a sua uveíte tem uma causa infecciosa ou advém de outra doença.
 

Tratamento

Se a uveíte for causada por uma doença subjacente, o tratamento centrar-se-á nessa mesma doença. O objectivo do tratamento é reduzir a inflamação no seu olho.

O tratamento da uveíte poderá incluir:

  • Medicação anti-inflamatória. O seu médica poderá receitar medicação anti-inflamatória, como por exemplo corticosteróide para tratar a sua uveíte. Esta medicação poderá ser administrada em gotas. Ou, poderá ser administrada em comprimidos corticosteróides ou uma injecção no olho. Para pessoas com dificuldades em tratar a uveíte posterior, a implementação de um dispositivo no olho poderá ser a opção correcta. Este dispositivo liberta medicação corticosteróide para o seu olho durante 2 anos e meio.
  • Medicação anti-viral ou antibiótico. Se a uveíte for causada por uma infecção, antibióticos, medicação anti-viral ou outros medicamentos poderá ser administrada com ou sem corticosteróides para controlar a infecção.
  • Imunossupressores ou medicação para destruir células (citotóxica). Os agentes citotóxicos ou imunossupressores poderão ser necessários se a sua uveíte não responder bem aos corticosteróides ou se tornar grave o suficiente que ameace a sua visão.
  • Cirurgia. Vitrectomia - cirurgia para remover algum do material gelatinoso do seu olho (vítreo), poderá ser necessário para diagnóstico e gestão da sua uveíte. Uma pequena amostra do vítreo poderá ajudar a identificar uma causa específica para a inflamação do olho, como por exemplo um vírus, bactérias ou linfoma. O procedimento poderá também ser utilizado para remover tecido cicatrizado que se tenha desenvolvido no vítreo.

A parte do seu olho afectada pela uveíte, na frente (anterior) ou na traseira (posterior) na úvea, poderá determinar quão rápido irá o seu olho curar-se. A uveíte que afecta a parte traseira do seu olho tende a curar-se mais devagar do que a uveíte na parte da frente do olho. A inflamação grave demora mais a desaparecer do que uma inflamação mais suave.

A uveíte pode voltar. Marque uma consulta com o seu médico se qualquer um dos sintomas voltar após um tratamento bem sucedido.

 


Actualizado por MJA
[15-Fev-14]
 


UVEÍTE:

irite, ciclite, coroidite e coriorretinite


Medipedia

 

A uveíte é uma inflamação da camada média do olho, que pode adoptar diferentes formas: irite, ciclite e coroidite.


Tipos e causas

Visto que a úvea é formada por várias partes - íris, corpo ciliar e coróide - é possível distinguir vários tipos de uveítes.

Na uveíte anterior, a inflamação afecta a íris, denominando-se irite, e também, ocasionalmente, o corpo ciliar, designando-se ciclite. O problema pode ser originado por traumatismos oculares, corpos estranhos que penetrem rio olho, patologias do cristalino, processos infecciosos locais ou gerais (sarampo, varicela, rubéola, gonorreia, tuberculose, sífilis, etc.), patologias reumáticas ou problemas alérgicos, existindo uma elevada proporção de casos de origem desconhecida.

Dado que a uveíte posterior afecta a coróide, o problema costuma designar-se coroidite e, nos casos em que a inflamação se estende à retina, são denominados coriorretinite. Embora a origem do problema seja, na maioria dos casos, desconhecida, por vezes, pode estar relacionada com doenças parasitárias, como a toxoplasmose.
 

Manifestações

A uveíte anterior manifesta-se tipicamente através de uma alteração da cor da íris, que adopta uma tonalidade mais cinzenta, e uma contracção persistente da pupila, que ocasionalmente manifesta uma forma irregular, associada à vermelhidão do olho, dor, lacrimejar, intolerância à luz (fotofobia) e diminuição da acuidade visual. Embora a doença costume ter uma evolução aguda e desapareça ao fim de poucos dias ou semanas, em alguns casos, pode adoptar uma evolução crónica e persistir durante meses, ao longo dos quais o problema pode complicar-se e desenvolver uma reacção cicatricial que deforme a íris e altere a normal circulação e drenagem do humor aquoso, originando um perigoso glaucoma secundário. Caso a inflamação se estenda ao cristalino, podem formar-se opacidades, ou seja, cataratas que alteram a visão.

A uveíte posterior, sobretudo quando o problema se estende à retina, caracteriza-se pelo desenvolvimento de alterações da vista, tais como visão manchada, distorção do tamanho e forma dos objectos, surgimento de pontos escuros que se movem no campo visual ("moscas voadoras") e incómodo devido à luz. O problema pode ter, igualmente, uma evolução aguda, curada ao fim de alguns dias, ou uma evolução crónica, com meses de duração, existindo o perigo de surgirem complicações como o descolamento da retina, cataratas, glaucoma secundário ou, o que ainda é mais perigoso, cicatrizações na retina que provoquem uma perda de visão permanente e irreversível.


Informações adicionais

Tratamento

O tratamento da uveíte anterior passa por repouso absoluto do olho, pela aplicação de colírios que mantenham a pupila dilatada (midriáticos) e limitem a mobilidade do músculo ciliar (cicloplégicos) e a administração de analgésicos para a dor. Caso se determine a origem do problema, deve-se adoptar as medidas adequadas para proceder ao seu tratamento, ou seja, antibióticos em caso de infecção bacteriana, anti-inflamatórios do tipo corticóides para uma inflamação e anti-histamínicos para uma reacção alérgica, entre outros.

O tratamento da uveíte posterior consiste na utilização de corticóides, muitas vezes em doses elevadas e administrados por via sistémica, sobretudo para atenuar a inflamação da retina e prevenir a formação de cicatrizes, associada ao tratamento do factor causador, se detectado, mediante o recurso a medicamentos antiparasitários, em caso de toxoplasmose.

 


Actualizado por MJA
[15-Fev-14]


Terçol

Lincx
 

O que é

O terçol é um pequeno furúnculo ou infecção bacteriana em uma das glândulas da pálpebra. Quando infectadas, as glândulas sebáceas localizadas nas pálpebras superior e inferior ficam inchadas e dolorosas. Inicialmente o terçol é pequeno, mas pode transformar-se em ferida avermelhada e bastante dolorosa. A seguir, o terçol inicial se torna um ponto amarelo de pus. Geralmente o pus drena sozinho. Jamais, fure ou esprema o terçol.

Dicas de autocuidado

Você pode aliviar o desconforto provocado pelo terçol segundo os seguintes passos:

  • Aplique compressas húmidas e mornas (não muito quentes) na área afectada por 5 a 10 minutos, três a quatro vezes ao dia.
  • Evite expor seus olhos a locais com muita poeira ou sujeira.
  • Não mexa nem esprema a região afectada, mesmo que a tentação seja grande.

Geralmente o terçol responde bem às medidas acima, dispensando atendimento médico.

 

Contudo:

  1. O terçol está dificultando ou atrapalhando a visão? Consulte o oftalmologista.
  2. A região inchada e vermelha não drenou nem diminuiu após 2 dias? Consulte o oftalmologista.
  3. Vários terçóis apareceram simultaneamente ou têm ocorrido repentinamente? Consulte o oftalmologista.

 http://www.lincx.com.br


Terçol ou Calázio?

Dr. Drauzio Varella
 

Quase todas as lesões da pálpebra são popularmente consideradas terçóis, embora existam duas patologias diferentes responsáveis por seu aparecimento: uma com infecção, o terçol, e a outra sem infecção, o calázio.

Distinção clínica

O terçol ou hordéolo consiste na inflamação das glândulas Zeis e Mol, instala-se mais na borda da pálpebra perto dos cílios e apresenta os sinais de dor, rubor e calor, típicos de infecção provocada por bactérias e, em geral, drena e desaparece espontaneamente.

Já o calázio ou chalázeo consiste na inflamação da glândula de Meibômio, que não é produzida por bactérias. Mesmo depois de controlada a inflamação, ele pode circunscrever e ficar na pálpebra sob a forma de um granuloma que, sem sinais inflamatórios, aumenta ou diminui de tamanho, quando a secreção produzida pela glândula não consegue ser eliminada. O aparecimento freqüente de calázios pode ser indicativo de algum defeito de refração do olho.

Evolução

A evolução do terçol e do calázio é semelhante. Dois ou três dias depois de instalado o quadro, em geral, o terçol drena e desaparece. O calázio pode regredir também espontaneamente no mesmo tempo, mas pode aparecer um granuloma no local e a evolução ser marcada por recidivas.

Tratamento

O tratamento do terçol é feito com aplicação local de calor húmido (compressas quentes) e de colírios ou pomadas com antibióticos. Se o paciente for idoso ou muito debilitado, é preciso dar uma cobertura sistémica de antibiótico por via oral, porque a irrigação da pálpebra é muito rica e a infecção pode disseminar-se. Em condições normais, porém, bastam o antibiótico de uso tópico e a aplicação de compressas de água quente.

No tratamento do calázio, utilizam-se apenas compressas de calor húmido. Neste caso, medicamentos com corticóides e antibióticos são contra-indicados. Se o quadro se repetir com freqüência deve ser consultado o oftalmologista e pedida uma avaliação refraccional.

Recomendações

  • Compressas com calor húmido ajudam a combater as lesões na pálpebra, mas procure um médico para diagnóstico e tratamento adequado;
  • A avaliação refraccional é muito importante para verificar a ocorrência de astigmatismo, miopia, etc., responsáveis por quadros repetidos de calázio. Não deixe de fazê-la;
  • Cuidados de higiene da pele com shampoos de pH neutro, que funcionam como detergente, ajudam a desobstruir os canículos das glândulas de Meibómio (glândulas palpebrais que segregam sebo). Não se esqueça que o excesso de oleosidade pode formar uma espécie de rolha que bloqueia essa saída;
  • Repetição de quadros de calázio pode ser sinal de alerta para a possibilidade de instalação de neoplasias. Procure um oftalmologista se houver recidivas;
  • Mãos limpas são o melhor remédio para evitar a transmissão de vírus e bactérias. Lave as mãos várias vezes ao dia e evite passar o dedo no local em que apareceram o terçol ou o calázio.


Fonte: Dr Drauzio Varela



publicado por MJA
[30Jan08]

 


Microorganismos causadores
das infecções dos olhos

Mil Opticas
 


1. Infecções dos olhos

As infecções dos olhos podem dividir-se segundo os microorganismos que causam a infecção. Na maior parte dos casos, tratam-se de bactérias, clamídias ou vírus. Muito raramente, as infecções oculares afectam apenas uma parte do olho. Mais frequente são infecções simultâneas da conjuntiva e da córnea. Os agentes infecciosos também podem alastrar por todo o olho e provocar infecções no interior do olho, que são muito difíceis de tratar.


2. Bactérias

Entre as bactérias patogénicas mais comuns nos humanos salientam-se os pneumococos, os estafilococos e os estreptococos. Estes organismos causam uma conjuntivite que, na maioria, ocorre em ambos os olhos e que se caracteriza por uma secreção amarelenta e purulenta. Quando afectam a córnea, as bactérias podem causar ulceração (úlcera da córnea). Os principais sintomas que ajudam o oftalmologista a reconhecer uma infecção da córnea são um estado de irritação agudo do olho, acompanhado de fotofobia e dor, bem como um infiltrado na córnea.

A forma de ulceração mais perigosa é a úlcera serpiginosa da córnea. Enquanto que uma córnea saudável constitui uma barreira adequada aos microrganismos, bastam já pequenos defeitos no epitélio, tal como é o caso de lentes de contacto sujas ou usadas durante períodos prolongados, para que os micro-organismos causadores de doenças possam penetrar na córnea.

A úlcera da córnea, uma vez que se desenvolve rapidamente, pode dar origem a perfuração da córnea e afectar outras partes do olho. A úlcera da córnea bacteriana constitui sempre um estado de emergência. O tratamento consiste na aplicação local de antibióticos em alta concentração através de gotas oftálmicas, que muitas vezes têm de ser administradas várias vezes à hora.

Particular atenção merecem as infecções bacterianas nos recém-nascidos. Uma conjuntivite purulenta, na maior parte dos casos de origem gonócica, torna sempre necessário um tratamento por um médico especialista. As pálpebras dos recém-nascidos ficam fortemente inchadas e caracterizam-se por acumulação de pus. As infecções adquiridas pelos bebés durante o nascimento podem evitar-se pelo uso de uma profilaxia segundo o método de Credé. Trata-se de gotas oftálmicas que se administram nos olhos dos recém-nascidos logo depois do nascimento, para matar, pelo menos, uma parte do espectro de micro-organismos patogénicos.


3. Clamídias

A queratoconjuntivite por clamídia (infecção da córnea e da conjuntiva) é provocada pela Chlamydia trochomatis. Na Índia, em África e em certos países mediterrâneos, estes agentes infecciosos são a mais importante causa da cegueira. Nestes casos, a via de infecção ocorre directamente do tracto urogenital para o olho ou através de piscinas mal desinfectadas (conjuntivite da piscina).

Nos adultos, esta infecção caracteriza-se por uma erupção de vesículas e bolhas grandes localizadas na pálpebra superior. A prova é feita através de um teste de imunofluorescência.

No tratamento deste tipo de infecção ocular usam-se gotas oftálmicas ou pomadas antibióticas. Devido ao risco de transmissão ocultogenital, é sempre necessário realizar a um tratamento sistemático com antibióticos, acompanhado de um co-tratamento do companheiro sexual.


4. Vírus

Os adenovírus são particularmente perigosos devido à sua alta infecciosidade. Normalmente, a infecção só afecta um olho, caracterizando-se por inchaço e vermelhidão súbitos. É produzida primeiro uma secreção aquosa que se torna depois viscosa. O doente tem uma forte sensação de prurido e de corpo estranho.

Passada mais ou menos uma semana, a infecção passa também para o outro olho e, após 2 semanas, os sintomas voltam a desaparecer. Não existe um tratamento específico para as infecções virais dos olhos. O importante é evitar possíveis disseminações. Para tal, basta muitas vezes dar a mão a outra pessoa ou partilhar a toalha. Daí que seja imprescindível proceder a uma desinfecção cuidadosa das mãos.

Uma infecção causada por herpes símplex, normalmente, só afecta a córnea. Neste caso, distingue-se entre a queratite dendriforme superficial e a queratite discoiforme profunda. Os sintomas da queratite dendriforme são edemas e opacidades na córnea. A infecção é quase sempre unilateral, e o doente tem uma forte sensação de corpo estranho e dor. No tratamento da queratite dendriforme utilizam-se medicamentos antivíricos (Aciclovir).

A queratite disciforme, na maior parte dos casos, ocorre como complicação de uma queratite superficial. Os sintomas incluem manchas opacas disciformes na córnea que podem interferir com a visão. O tratamento consiste igualmente na aplicação de pomadas antivíricas acompanhadas de corticosteróides.


Sobre infecções oculares ler também: Distúrbios da Córnea 



Actualizado por MJA
[28-Nov-11]