Sobre a Deficiência Visual

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A Visão e a saúde dos olhos


 
vídeo: O Olho Humano [1m 46s]

artigos:

  1. O Olho: estrutura e funcionamento  Grupo Retina S. Paulo
  2. O Olho e a Visão  Geocities
  3. Doenças mais comuns da vista  Mário Beja Santos
  4. Pressão Intra-Ocular Elevada  MilOpticas
  5. Gravidez e Visão  Dr. A. Augusto Magalhães
  6. A Visão e o Computador  ClinoTávora
  7. Astenopia ou cansaço visual  Dr. Queiroz Neto
  8. A Visão: Mitos e Verdades  Dr. Queiroz Neto
  9. O que esperar de uma visita ao oftalmologista Bausch & Lomb
  10. Glossário  GeoCities

 

O Olho

Grupo Retina S. Paulo


ESTRUTURA:

Uma comparação didáctica do olho é com um ovo.

A esclera seria a casca do ovo.
A retina seria a fina membrana que recobre o interior da casca do ovo.
O vítreo seria a clara do ovo, que preenche o espaço interno.

 

Imagem de um olho


Estrutura do olho

CÓRNEA: é uma estrutura transparente anterior do olho. Esta estrutura é possível de ser trocada em um transplante de córnea, nas doenças que afetam severamente a córnea.

CRISTALINO: O cristalino é a lente do olho, que se localiza logo atrás da pupila. A opacidade desta lente chama-se catarata. A cirurgia de catarata consiste na remoção do cristalino e no implante de uma lente intra-ocular no seu lugar.

ESCLERA: A parte branca do olho, parede externa,  é chamada de esclera.

PUPILA: A pupila na verdade é um buraco central na íris, a parte colorida do olho. Através deste buraco o médico consegue observar o olho por dentro. A dilatação da pupila aumenta este buraco e propicia melhor exame das estruturas do fundo de olho: vítreo, nervo óptico, retina e coróide. O exame destas estruturas chama-se mapeamento de retina e os exames fotográficos destas estruturas chamam-se retinografia e retinografia fluorescente (ou angiofluoresceínografia).

RETINA: Numa comparação com uma máquina fotográfica, nossa retina seria o filma fotográfico. As células fotorreceptoras da retina são responsáveis por transformar a luz em impulso elétrico, que será enviado ao cérebro através do nervo óptico.

Existem dois tipos de células fotorreceptoras na retina: os cones e os bastonetes. Os cones são responsáveis pela visão no claro, visão de cores, de detalhes e estão localizados na mácula, área central da retina. Os bastonetes precisam de pouca luz para funcionar e, por estarem localizados na área mais periférica da retina, são responsáveis pelo campo de visão periférico. O funcionamento das células fotorreceptoras depende muito do funcionamento das células do epitélio pigmentário da retina. Os vasos sangüíneos trazem oxigênio e nutrição para a retina.

VÍTREO: O vítreo é  parecido com  a clara de um ovo; é transparente e preenche a cavidade do globo ocular. O vítreo fica aderido à retina.

CORÓIDE: É uma camada que fica entre a retina  e a esclera. É composta por uma rede de vasos sangüíneos, diferentes dos vasos da retina.

 

COMO FUNCIONA:

O olho é como uma câmara fotográfica. Quando você tira uma fotografia, as lentes na parte anterior da câmara permitem que a luz entre e seja focada directamente sobre o filme, que recobre a parte posterior interna da câmara. Quando a luz atinge o filme, a imagem é gravada no filme.

O olho funciona exatamente da mesma forma. As estruturas anteriores do olho (córnea, pupila e cristalino) são transparentes e permitem a entrada da luz. A luz passa por um grande espaço no centro do olho, chamado de cavidade  vítrea. Esta cavidade é preenchida por uma substância gelatinosa transparente, chamada de vítreo. A luz é focada numa fina camada de tecido chamada de retina, que recobre a parede posterior interna do olho. A retina é como o filme da câmara. É o tecido que vê. Quando a luz focada atinge a retina, uma fotografia é tirada.

As mensagens sobre esta imagem são transformadas pela retina em impulsos elétricos e enviadas do cérebro,  através do nervo óptico. Cada olho  tem um nervo óptico que funciona como um fio que conecta o olho ao cérebro. O cérebro recebe estes impulsos elétricos dos dois olhos e os processa, como um computador, formando as imagens.

A percepção visual ocorre em dois estágios. A luz entra pela córnea (estrutura transparente da parte anterior do olho) e é projetada no fundo do olho, onde é convertida em um sinal elétrico por um órgão altamente especializado: a retina. Sinais elétricos assim gerados são enviados através do nervo óptico ao cérebro para que sejam processados.

A conversão da luz em sinais elétricos é realizada na retina por células neurais especializadas, os fotorreceptores (cones e bastonetes). Os cones são responsáveis pela visão diurna e estão envolvidos no processamento visual dos detalhes, concentrando-se na região central da retina. Já os bastonetes são os mediadores da visão noturna. Estes dois tipos de neurônios estabelecem um complexo sistema de conexões com outras células da retina, propiciando condições para que se possa detectar mínimos contrastes, rápidas alterações na intensidade luminosa, detalhes espaciais finos e diferentes tonalidades de cor. Logo atrás da retina neurossensorial, está o epitélio pigmentado da retina. Este confere a cor ao fundo de olho, além de se constituir numa reserva importante de vitaminas.

Camadas da Retina: A retina tem duas partes: a retina periférica e a mácula. Se você imaginar a retina como um círculo com o alvo no centro, a mácula é como o alvo: é muito pequena. Ela está localizada próximo ao nervo óptico. A área grande da retina, que cerca a Mácula e faz 95 % da retina, é chamada de retina periférica. A retina periférica nos dá a visão para os lados, que é chamada “visão periférica", Isto é o que nos referimos quando dizemos "Eu vi algo no canto de meu olho", porque a retina periférica não é capaz de ver detalhes claramente,   não podemos usar esta visão periférica para ler, enfiar uma agulha, dirigir ou mesmo reconhecer uma face. Se eu vejo alguém ao meu lado, "no canto de meu olho," eu posso dizer quem a pessoa é por sua forma geral mas não serei capaz de ver a expressão no rosto dessa pessoa.

A fim de ver o detalhe fino, devemos olhar em linha recta, usando a mácula, o centro do alvo da retina. Mesmo que a mácula seja somente uma parte pequena da retina, ela é cem vezes mais sensível ao detalhe do que a retina periférica. A mácula nos permite ver o detalhe minúsculo, ler fina impressão, reconhecer as faces, enfiar uma agulha, ler a hora, ver sinais na rua, ver grãos de sal que estão sendo derramado de um shaker. Se você olhar directamente para a palavra a verde

- mácula -

você está olhando com sua mácula. Se   mantiver seu olho fixado na palavra "mácula",  está ciente das outras palavras  por causa de sua visão periférica, mas não poderá ler bem nenhuma das outras palavras. Caso consiga lê-las,  é porque você está olhando aquelas palavras ao invés da palavra "mácula".

Para o exame da retina, o médico oftalmologista utiliza-se principalmente dos seguintes exames:

  • Oftalmoscopia binocular indireta: permite o exame global da retina. Através da técnica de indentação escleral, pode-se avaliar a integridade da região mais periférica da retina.
  • Biomicroscopia de fundo: técnica utilizada para o exame das regiões mais centrais da retina, como a mácula, o nervo óptico e os vasos sanguíneos do fundo do olho.
  • Angiografia fluoresceínica e indocianinografia: exames das estruturas vasculares do fundo do olho, realizados através do uso de contrastes, com fotografias seqüenciais do fundo do olho.
  • Ultrassom ocular: usado para a determinação do comprimento axial do globo ocular, bem como para avaliar a retina, quando os meios oculares não estão claros, ou para medir objetivamente determinadas lesões no fundo do olho.
  • Tomografia de coerência óptica: exame realizado para que sejam obtidos cortes em secção da retina, visando o estudo das suas camadas e das suas relações com outros tecidos oculares.
  • Testes eletrofisiológicos: medida dos sinais elétricos ao longo das diversas etapas das vias visuais, com o objectivo de identificar déficits de função de determinados grupos de células ou de estruturas específicas do fundo do olho.


Fonte: Grupo Retina São Paulo


O Olho e a Visão

Geocities


Introdução

Nós dependemos do nosso sentido da visão provavelmente mais do que de qualquer dos outros sentidos - audição, tacto, paladar e olfacto. Nosso olhos são capazes de captar uma enorme quantidade de informações e uma grande parte do cérebro é necessária para processá-las e colocá-las em uso. Esta quantidade de informações enviadas do olho a poderia até ser maior, se não fosse o processamento e a simplificação efetuados no próprio olho. A retina sensível à luz, revestindo o fundo do olho, tem suas células nervosas "ligadas" de tal modo que as imagens visuais são selecionadas e tomadas nítidas antes de serem passadas para o cérebro.

Isto significa que, embora o olho humano não seja tão preciso quanto uma câmara moderna, as imagens que ele produz são melhoradas, de modo que o cérebro recebe uma impressão detalhada do objecto que o olho está vendo. E quase como a maneira pela qual os computadores podem "limpar" as imagens vagas dos planetas que estão sendo enviadas das distantes sondas espaciais.

Ao contrário do cérebro humano, nossos olhos não são particularmente bem desenvolvidos quando comparados com os de outros animais. Muitos animais podem ver melhor no escuro do que e aves, como o gavião, têm uma visão muito mais aguda que a nossa. Elas são capazes de descobrir um mini rato escondido na grama enquanto estão voando bem alto. Nossa visão é boa, mas não única, e o ponto mais forte do olho humano é a visão das cores e nossa habilidade de dizer a que distância está um objecto apenas olhando para ele.


A estrutura do olho

Os olhos são quase esféricos e, em um adulto, têm aproximadamente 2,5 cm de diâmetro. Eles estão protegidos em órbitas ósseas, na parte da frente do crânio, e podem mover-se livremente, mantidos em suas órbitas através de um complicado conjunto de músculos. O osso do crânio, atrás da sobrancelha, protege os olhos de batidas.

O globo ocular é unia estrutura oca e macia,

que mantém sua forma arredondada graças a um material gelatinoso e transparente chamado humor vítreo. Na parte da frente do globo ocular, essa massa gelatinosa é substituída por um liquido transparente chamado humor aquoso.

Na parte frontal do olho está a córnea transparente cobrindo a pupila e a íris. A quantidade de luz que entra no olho é controlada pela íris. Depois a luz passa através do cristalino e a figura ou imagem é produzida na retina.

Todo o olho, exceto a córnea transparente, é coberto por uma camada branco-cremosa flexível, chamada esclerótica, que é visível como o "branco" do olho.

Na parte frontal do olho, a esclerótica está ligada à córnea. Muito fina e aparentemente delicada, a córnea é realmente muito forte, sendo constituída de fibras finas e transparentes similares às da esclerótica. A córnea e o cristalino são as t partes do organismo que não contêm vasos sanguíneos. Isto quer dizer que a córnea pode ser transplantada para o olho de uma outra pessoa, porque não há células sanguíneas para provocar rejeição, o que geralmente acontece com outros tipos de transplantes cirúrgicos.

Atrás das camadas exteriores da esclerótica está a delgada coróide, contendo finos vasos sanguíneos. Na frente do olho, a coróide junta-se com a íris.


O olho como uma maquina fotográfica

O modo como o olho e uma maquina fotográfica ou câmara trabalham é muito parecido, embora o olho seja muito mais adaptável, trabalhando continuamente e sob qualquer luz.

Tanto no olho quanto na câmara, a luz entra pela frente, passando através de uma lente. Em cada caso, a quantidade de luz que alcança a lente é controlada pela íris, que é uma abertura cujo diâmetro pode variar para permitir menor ou maior entrada de luz. Os raios de luz passando através da lente são curvados de tal modo que uma imagem, ou figura, é produzida ou na retina atrás do olho ou no filme no interior da câmara.

Aqui terminam as semelhanças. Na câmara, a imagem é gravada em cristais sensíveis à luz existentes no filme, enquanto que, na retina, a imagem é transformada em minúsculos sinais elétricos que são passados ao cérebro através dos nervos.

Uma outra diferença entre a câmara e o olho é o modo de focalizar. Em uma câmara, a lente e mover-se para trás ou para frente para focalizar a imagem no filme. No olho, a focalização é acompanhada pela mudança de forma da própria lente (cristalino), o que é possível graças à flexibilidade do cristalino (lente) do olho humano.


A Íris

A parte do olho que mais aparece é a íris colorida e a pupila, que parece um buraco preto no centro. A pupila realmente é um buraco no centro da íris, e pode alargar-se ou estreitar-se quando necessário. Sob luz forte, a pupila se fecha até chegar ao tamanho de uma cabeça de alfinete, protegendo a retina do olho de danos. A pupila abre-se em luz fraca, para permitir que entre no olho tanta luz quanto possível.

A pupila do olho é redonda, mas em muitos animais ela é uma fenda ou tem unia forma mais complicada.

A abertura e o fechamento da pupila são completamente automáticos, como a "célula fotoelétrica" em alguns tipos de câmaras. A íris é composta de dois tipos de fibras musculares. Algumas saem da pupila como os braços de uma estrela-do-mar. Quando elas diminuem, ou se contraem, distendem a pupila obrigando-a a dilatar-se., Outras fibras musculares estão arrumadas em forma de anel ao redor da pupila e provocam seu fechamento quando se contraem.

Instruções para a íris abrir ou fechar a pupila são enviadas pelo cérebro, que age de acordo com informações recebidas sobre a quantidade de luz que está chegando na retina.

A íris é colorida de azul ou castanho, ou de alguma combinação das duas cores. Há padrões e marcas irregulares na coloração, e elas são tão diferentes como as impressões digitais - não há duas pessoas com íris idênticas.


O cristalino

O cristalino do olho humano é um órgão notável. Ele focaliza a luz quase tão bem quanto uma lente de vidro, mas é altamente flexível e, portanto, pode mudar sua forma para focalizar a distâncias variáveis.

Isto permite que o olho enxergue um objecto distante e logo desloque-se para olhar algo muito mais perto. O cristalino muda sua forma quase que instantaneamente, para permitir que ambos os objectos possam ser vistos. O cristalino é muito pequeno, ligeiramente achatado na frente e é muito claro, com coloração amarelo-pálido.

Ao contrário da lente de vidro, o cristalino é formado por muitas camadas de células transparentes. Como essas células vivas são macias e flexíveis, o cristalino é elástico e pode mudar a sua forma facilmente.

Ao redor da borda exterior do cristalino existe um ligamento fino e resistente, que sustenta o cristalino logo atrás da íris. A borda externa desses ligamentos está presa a um anel de músculos chiares que estão presos à esclerótica que cobre o olho.

Quando os músculos ciliares se contraem, como acontece quando precisamos olhar um objecto próximo, a tensão no ligamento que segura o cristalino é diminuída, e o cristalino incha e adquire uma forma quase esférica. Quando os músculos ciliares estão relaxados, o cristalino é mais achatado.

Conforme envelhecemos, o cristalino se torna mais rígido e não pode mudar sua forma tão facilmente. Isto pode significar que são necessários óculos para ler. Algumas vezes o cristalino se torna enevoado e esta condição, chamada catarata, pode eventualmente conduzir à perda da visão. Mas isso pode ser corrigido por uma operação.


Como os olhos focalizam

Para entender como se forma uma imagem no fundo do olho é necessário saber como funciona o cristalino.

Os raios de luz entram pela frente do olho e passam através do cristalino transparente. Em uma lente que é mais grossa no centro do que nas bordas, como o cristalino do olho, esta luz é curvada em direção ao centro da lente. Este tipo de lente é chamado de lente convexa e, no olho, é arredondada na frente e atrás.

Os raios de luz curvados em direção ao centro do cristalino finalmente o atravessam (veja o diagrama) e produzem uma imagem, que é então gravada na retina. Em um olho normal, quando olhamos um objecto distante, o cristalino envia uma imagem nítida e adequadamente focalizada sobre a retina somente se os músculos ciliares estão relaxados e o cristalino achatado.

A imagem produzida é invertida, mas isso é ajustado no cérebro de modo que temos uma imagem mental correcta.

Quando olhamos pela primeira vez para um objecto mais próximo, a luz atinge o olho num ângulo diferente, de modo que, quando passa através do cristalino, não produz imediatamente uma imagem nítida sobre a retina. Os raios de luz ainda não estão suficientemente curvados, e a imagem é borrada. Para corrigir isto, a forma do cristalino é alterada pelos músculos ciliares, e se toma muito mais arredondada. Isto faz com que a luz que passa pelo cristalino sofra maior curvamento e restaure a imagem nítida. Esse processo de visão nítida de objectos próximos ou distantes é chamado de acomodação, e ocorre muito rapidamente. Você pode testar isso por você mesmo, observando alternadamente objectos distantes e próximos; você observará uma breve desfocalização dos objectos conforme você muda o seu olhar.


Visão tridimensional

Quando olhamos um objecto, nossos dois olhos devem mover-se juntos, de maneira que eles apontem directamente para aquilo que estejamos vendo.

Se o objecto estiver muito distante, os dois olhos apontam exatamente na mesma direção. Os raios de luz vindos do objecto distante são quase paralelos, e assim entrarão no olho e encontrarão a retina no ponto em que produzirão a imagem mais nítida.

Mas os olhos estão separados só 6 cm, assim, quando olhamos um objecto próximo, eles têm que se voltar para dentro para ver claramente e ainda permitir que a luz encontre a mesma parte sensível da retina. Este processo de virar os olhos para ver um objecto próximo é chamado de convergência. As criancinhas podem "cruzar" seus olhos para enxergar objectos tão próximos quanto 7,5 cm, mas, para adultos, a menor distância para uma visão clara é de 14 cm.

Ter os olhos colocados bem separados, mas olhando na mesma direção, nos dá capacidade de dizer a que distância o objecto está de nós. Esta capacidade é chamada de visão estereoscópica e dá profundidade "3D" para o "quadro" que vemos.

Sendo separados, cada olho vê uma figura ligeiramente diferente. Você pode ver isso por você mesmo olhando um objecto próximo e fechando primeiro um olho e depois o outro.

Quanto mais perto o objecto, maior serão as diferenças vistas por cada olho. As duas figuras se sobrepõem no centro visual do cérebro, e, pela determinação das diferenças entre os dois conjuntos de mensagens enviadas pelos olhos, pode ser interpretada a distância do objecto.


A retina

A retina é a camada interna do fundo do olho, com a forma de unia xícara. A luz entrando no olho é focalizada pelo cristalino, para produzir uma imagem de cabeça para baixo (invertida) na retina. A retina pode detectar esta imagem e transformá-la em uma série de sinais elétricos codificados, que são passados ao longo dos nervos para o cérebro.

A retina contém um enorme número de células especiais chamadas bastonetes e cones. Estas células são sensíveis à luz e são chamadas de fotorreceptoras. A retina de cada olho contém cerca de 125 milhões de bastonetes e 7 milhões de cones, colocados bem juntos. Sua posição na retina não é comum, porque elas estão enterradas bem profundamente, com suas estruturas sensíveis à luz viradas para trás do globo ocular.

Sobre os bastonetes e cones há um arranjo complicado de fibras nervosas, ou neurônios, chamados células ganglionares, cada uma delas em contacto com muitos outros bastonetes e cones. Esses neurônios ligam-se com outras fibras nervosas, que carregam os sinais do olho para o cérebro. Há apenas cerca de 800000 dessas fibras nervosas saindo do olho, pois os sinais dos bastonetes e cones são simplificados e selecionados pelas fibras nervosas dentro da retina.

A luz alcançando os sensíveis bastonetes e cones tem que passar através da massa de fibras nervosas e através do corpo dos bastonetes e cones antes de alcançar as partes sensíveis que provocam a produção de um sinal elétrico. Os bastonetes e alguns cones estão espalhados por toda a retina, mas, na sua maioria, os cones estão agrupados na parte central chamada fóvea. Esta é a parte mais sensível da retina, onde a imagem é "vista" mais claramente.

Há uma pequena área da retina na qual não há bastonetes ou cones, e onde as fibras nervosas saem da retina para passar para o nervo óptico. Há urna covinha na superfície da retina nesse ponto, chamado ponto cego.


Bastonetes e cones

Os bastonetes e cones são células minúsculas de cada uma das quais sai um cordão fino que vai para uma fibra nervosa. Os bastonetes são células finas e longas que contêm uma substância chamada púrpura visual, ou rodopsina. Quando a púrpura visual é exposta à luz, tem lugar uma mudança química e a cor dos bastonetes desaparece. Esta reacção provoca a produção de um sinal elétrico, que é passado para a fibra nervosa.

Os bastonetes são muito sensíveis à luz e são importantes para a visão noturna. Eles respondem à luz branca comum, desse modo tudo o que é "visto" com os bastonetes é visto em tons de cinza. Em luz muito brilhante, a púrpura visual toma-se inativa. Ela retoma vagarosamente sua coloração púrpura usual no escuro, e isto pode levar 30 minutos ou mais. Você pode ver os resultados indo de um quarto brilhantemente iluminado para a escuridão; pode levar quase uma hora para o olho acostumar-se com a pouca claridade.

Os cones são responsáveis pela visão das cores. Eles contêm um dos três produtos químicos diferentes que também são clareados pela luz. Eles respondem à luz vermelha, amarelo-verde, ou azul-violeta. Todas as outras cores são "vistas" como uma combinação destas. Os cones são estimulados apenas pela luz brilhante, e eles também podem determinar detalhes.

Na fóvea, onde uma imagem é vista mais claramente, os cones estão muito juntos. Aqui, cada fibra nervosa está em contacto com apenas um ou dois cones. Em todo o restante da retina, onde está posicionada a maioria dos bastonetes, há cerca de 300 bastonetes ligados a cada fibra nervosa. Isto significa que o cérebro recebe informações muito mais detalhadas dos cones da fóvea do que dos bastonetes do resto da retina.


As coisas que vemos

Cada olho produz uma "imagem" separada no cérebro, e estas são sobrepostas para produzir a imagem completa que nós vemos. Isto é, o cérebro vê uma imagem na qual a parte do meio é formada de mensagens recebidas de ambos os olhos. As bordas da imagem são vistas apenas pelo olho esquerdo ou pelo direito. Isto significa que a parte central é muito clara, e é estereoscópica. A área inteira é chamada de campo visual.

O campo visual de cada olho é quase redondo, mas uma grande parte é obscurecida pelo nariz, embora raramente nós percebamos isso. Quando sobrepostos, o campo visual para os dois olhos tem a forma de óculos.

Devido as células bastonetes e cones que detectam luz não estarem espalhadas uniformemente através da retina, o campo visual varia para cores diferentes. Os bastonetes estão espalhados na maior parte da retina, de modo que o campo visual é maior quando se vê em branco e preto. Os cones que detectam vermelho, amarelo-verde e azul-violeta estão agrupados de maneira ligeiramente diferente, então a nossa visão colorida não é tão acurada quando não estamos olhando directamente para um objecto.

Vemos melhor quando a imagem na retina cai na f onde a maioria dos cones está agrupado. Nas bordas da retina está espalhada a maioria dos bastonetes, e estes são geralmente usados para detectar movimentos. Quando a nossa atenção é atraída por um movimento visto com esta visão periférica, o olho gira para olhar directamente, e assim a imagem cai na f e pode ser vista claramente.


Os caminhos do cérebro

A maior parte das actividades do cérebro tem lugar em parte de sua superfície, em uma área chamada córtex. Uma grande área deste é destinada a receber e usar as informações vindas dos órgãos dos sentidos, e destas a maior proporção é para a visão.

As informações visuais alcançam o cérebro através dos dois nervos ópticos. Onde estes encontram o cérebro, eles se juntam e trocam algumas das Informações que carregam. A informação do lado esquerdo de cada retina é então levada para o lado esquerdo do cérebro e a do lado direito de cada retina para o lado direito do cérebro. Este cruzamento de informações tem lugar em um ponto chamado de quiasma óptico.

Uma vez dentro do cérebro; a informação visual é levada através de mais fibras nervosas para o córtex visual, situado na parte de trás do cérebro. Aqui, todas as informações codificadas são juntadas para formar uma imagem e as informações de cada olho são comparadas para produzir a visão estereoscópica.

Quando vemos alguma coisa, à nossa direita, a luz entrando no olho cai do lado esquerdo da retina, e é processada pelo lado esquerdo do cérebro. Assim, tudo que está de um lado de nosso olhar é "visto" pelo lado oposto do cérebro.

A "visão" é o resultado da produção de um padrão de mini impulsos elétricos na superfície do córtex visual. Se pequenas quantidades de eletricidade fossem aplicadas na superfície do cérebro, nós "veríamos" pequenos pontos de luz, cada um correspondendo ao ponto onde a eletricidade tocou.



Como o olho se move

O olho acomoda-se confortavelmente em sua órbita óssea, mas pode mover-se livremente para nos permitir olhar ao redor sem mover a cabeça. O globo ocular repousa em uma camada de gordura e pode girar e mover-se quase em qualquer direção. Seus movimentos são limitados pelo nervo óptico.

Cada olho é movido por seis músculos que, quando trabalhando juntos, podem virá-lo em qualquer direção. Eles são pequenas tiras de

músculos achatadas, ligadas à esclerótica em uma extremidade e ao revestimento da órbita ocular na outra. Quatro desses músculos espaçados regularmente são ligados perto da frente do olho. Os outros dois envolvem o globo ocular como um anel.

Quando os músculos de um lado do olho puxam ou se contraem, fazem o globo ocular girar em sua direção. Desse modo, o olho pode mover-se em qualquer direção, 500 para cima, 35° para baixo, 45° para o lado de fora e 50° para dentro em direção ao nariz. O olho gira em direção ao nariz para permitir a convergência, onde eles se "cruzam" quando olhamos objectos muito próximos.

Os dois olhos se movem juntos, com instruções do cérebro. Virar os olhos para acompanhar um objecto em movimento é um processo imensamente complicado, no qual o cérebro usa a imagem recebida dos olhos para computar a velocidade do objecto. O cérebro emite instruções precisas para dois ou três dos seis músculos, dizendo-lhes para se contrair na exata medida para dar o movimento apropriado.



O olho sem descanso

Nossos olhos nunca estão completamente parados. Os músculos que controlam seus movimentos contraem-se continuamente de maneira muito leve, de modo que os olhos deslocam-se incansavelmente, movendo-se apenas em minúscula quantidade. Não temos consciência desse tremor, mas ele é muito importante.

Se o olho se mantivesse rigidamente fixo, de modo que a imagem ficasse no mesmo pedaço de bastonetes e cones na retina, a luz clarearia a púrpura visual e outros produtos químicos dessas células receptoras de luz, e as manteria claras.

Assim, mais nenhum sinal elétrico poderia ser enviado ao cérebro até que os bastonetes e cones estivessem recuperados.

Devido a esse contínuo tremor, conjuntos diferentes de bastonetes e cones são estimulados para produzir um sinal, e o cérebro transforma todos esses padrões tremulantes em uma imagem clara. Isso também evita que tenhamos consciência do ponto cego, que, de outro modo, poderíamos perceber como um ponto escuro.

Embora nosso controle sobre o movimento do olho seja muito efetivo, leva um certo tempo para mover o olho, e isso pode, algumas vezes, ser uma desvantagem. Quando lemos, nossos olhos deslocam-se para trás e para a frente através da página, movendo-se muito rapidamente. Mas a velocidade em que lemos é limitada pela velocidade e perfeição com a qual o olho pode localizar e manter a imagem das palavras precisamente na fóvea.



No piscar de um olho

A delicada córnea precisa de proteção cuidadosa para mantê-la macia e sem arranhaduras. Para isso, ela é mantida úmida e lubrificada pelas lágrimas. As glândulas lacrimais estão posicionadas acima e do lado de fora de cada olho e estão continuamente derramando lágrimas, produzindo cerca de 0,5 ml por dia cada uma.

As lágrimas são espalhadas sobre a córnea pelas pálpebras quando piscamos. Isto acontece automaticamente a intervalos de 2 a 10 segundos, embora não estejamos conscientes disso. Há glândulas especiais nas pálpebras que espalham uma secreção oleosa sobre a córnea, retardando a secagem de sua superfície.

As lágrimas mantêm a córnea limpa, e também evitam infecções do olho. O líquido claro contém uma substância chamada lisozima, que destrói as bactérias e outros organismos produtores de doenças.

As lágrimas são drenadas do olho para um pequeno saco na sua borda interior. Este saco lacrimal se esvazia toda vez que nós piscamos, em seguida enche-se outra vez de lágrimas, trabalhando como uma bomba de sucção. As lágrimas caem na cavidade atrás do nariz, correm para a garganta e são engolidas.

Os olhos estão bem protegidos pelas pálpebras e cílios. Os cílios evitam que qualquer coisa raspe o olho, e, sendo muito sensíveis ao toque, também servem para nos avisar que algo está muito próximo.

Piscar é uma reacção automática que ocorre quando qualquer coisa é trazida de repente para perto do olho. Acontece muito rapidamente, em geral antes que tenhamos consciência do perigo. E uma reacção defensiva do corpo, chamada reflexo.



Olhando para dentro de seu próprio olho

Quase todas as partes do nosso corpo são supridas com sangue, que fornece oxigênio e alimento e remove os resíduos produzidos no corpo. A retina não é uma excepção, e toda a sua superfície é coberta com uma complicada rede de finos vasos sanguíneos. O pigmento vermelho do sangue é opaco à luz, de modo que nós esperaríamos que os vasos ramificados lançassem uma "sombra", evitando que a luz chegasse aos bastonetes e cones que ficam atrás deles.

De fato, embora esses vasos sanguíneos lancem sombras, o cérebro as ignora. Mas você pode ver a complicada rede de vasos sanguíneos em seu próprio olho, com a ajuda de uma pequena lanterna. Segure a lanterna em sua mão direita e encoste-a levemente na extremidade externa da pálpebra superior de seu olho direito fechado. Agora, mova a ponta da lanterna em um pequeno círculo. Depois de alguns segundos, você começará a "ver".

Conforme a imagem se desenvolver, logo se tornará muito clara, parecendo com uma árvore nodosa. Quando você roda a lanterna, os ramos se movem. Segure a lanterna parada e a imagem desaparece. Esta imagem é a sombra dos vasos sanguíneos na retina.

O cérebro cancela qualquer imagem que permanece na retina por um longo tempo, ignorando qualquer coisa que possa dar uma imagem falsa do mundo que vemos. O cérebro ignora a sombra dos vasos sanguíneos na retina porque eles estão normalmente parados, estando firmemente fixados na retina. Movendo a luz em círculos, nós damos unia falsa impressão de movimento dos vasos sanguíneos, e eles são "notados".



Problemas dos olhos

Por causa de sua estrutura e do modo pelo qual trabalha, o olho é capaz de corrigir pequenos erros de focalização. O cristalino pode mudar a sua forma para trazer a imagem bem focalizada, e algumas vezes as dores de cabeça amolantes são os únicos sinais de que os olhos estão tendo muito trabalho para corrigir esses erros e manter a visão trabalhando bem.

Algumas vezes o olho se desenvolve incorretamente. Como o olho aumenta de tamanho conforme crescemos, um defeito pode tomar-se evidente apenas gradualmente.

A miopia, visão curta, é um defeito muito comum desse tipo. Ela é causada pela distorção do globo ocular, que se torna muito comprido no sentido da frente para trás, ou também quando o cristalino é muito redondo. Em qualquer caso, o resultado é que a imagem de objectos distantes é formada muito longe na frente da retina, de maneira que a imagem caindo na retina está fora de foco. objectos próximos podem ser vistos claramente, onde os raios de luz são normalmente bem curvados, mas o olho não pode acomodar-se o suficiente para focalizar objectos distantes.

Na hipermetropia, ou vista longa, o olho é muito curto ou o cristalino é muito achatado. Nesse caso, a imagem é formada atrás da retina. Uma pessoa com hipermetropia pode ver objectos distantes bastante claramente, mas não pode focalizar qualquer coisa próxima. Um problema semelhante se desenvolve quando envelhecemos e o cristalino toma-se mais rígido, tomando-se fixo em sua posição achatada.

A luz entrando no olho começa a curvar-se conforme passa através da superfície curvada da córnea. Se a córnea ou o cristalino não são perfeitamente redondos, isso afeta o modo como a luz é curvada, de modo que a imagem é borrada ou distorcida. Esta condição é chamada de astigmatismo.



Corrigindo a visão

Quase todos os tipos de problemas dos olhos causados pela forma defeituosa, ou do globo ocular ou do cristalino, podem ser corrigidos pelo uso de óculos. Óculos apropriados curvam a luz que entra no olho de tal modo que a imagem correcta é restaurada.

Na miopia são necessárias lentes côncavas. Este tipo é mais fino no meio do que nas bordas. Seu efeito é curvar a luz para fora do seu centro. Por causa disso, a luz atinge o cristalino em ângulo diferente, e pode ser focalizada para produzir uma imagem no lugar apropriado na retina.

Na hipermetropia, onde o cristalino é muito chato para curvar suficientemente a luz, os óculos são de lentes convexas, ou redondas, que aumentam a força de curvatura do cristalino do olho e corrigem a imagem.

Do mesmo modo, o astigmatismo é corrigido com lentes apropriadas que são curvadas de tal modo que cancelam a curvatura errada da superfície da córnea.

Quando o cristalino perde a sua flexibilidade e não pode acomodar-se para a visão de perto ou de longe, é necessário, algumas vezes, o uso de lentes especiais chamadas de bifocais. Estas são feitas de tal modo que, quando os olhos olham directo para a frente, os objectos distantes podem ser vistos claramente. Quando os olhos são baixados, como para ler, eles olham através de uma área especial da lente, de modo que os objectos próximos podem ser vistos claramente.

As lentes de contacto agem da mesma forma que os óculos, exceto que elas são colocadas directamente sobre a córnea. Elas são muito pequenas e finas, feitas de plástico transparente. Alguns tipos são de plástico rígido, enquanto que outras são de material elástico e macio.



Daltonismo

O mecanismo pelo qual vemos as cores é extremamente complicado. Envolve três tipos diferentes de cones da retina. Os sinais que eles geram têm que ser classificados no cérebro para decidir exatamente que cor e forma estamos vendo. Um pequeno erro nesse mecanismo pode levar a uma forma de daltonismo. E muito raro o daltonismo completo, onde nós só poderíamos ver em branco e preto.

Em vez disso, nosso reconhecimento de cores é distorcido. Pode ser muito pequeno, ou bem sério, como em pessoas que não podem distinguir o vermelho do verde. Isto é, obviam desvantajoso do que ser incapaz de distinguir o amarelo do laranja, ou alguma outra forma branda de daltonismo.

O daltonismo é uma condição hereditária, geralmente afetando os Inícions. Na Europa e América do Norte, ele afeta cerca de 8% da população, e é muito menos comum em alguns grupos étnicos, tais com os esquimós.

Você poderia pensar que o daltonismo é um problema sério e preocupante, mas muitas pessoas que têm esse defeito visual são quase inconscientes dele, a menos que se submetam a um teste especial para revelá-lo. Até motoristas, que são cegos para o vermelho-verde, raramente cometem erros quando cruzam os sinais de trafego, que eles reconhecem devido à posição das luzes mais do que suas cores verdadeiras.



Experiência e visão

O que nós vemos não é apenas uma imagem na superfície do cérebro. A imagem que vemos é adaptada, alterada e "melhorada" pelo cérebro até que possamos entendê-la completamente.

Quando olhamos para alguém de pé, muito próximo, nosso cérebro nos diz que a pessoa não é realmente um gigante, mas do mesmo tamanho que alguém de pé mais longe, que nos pareceria muito pequena. Sabemos disso por experiência.

Como o cérebro sempre tenta fazer sentido do que vemos, é facilmente enganado por figuras que não se encaixam em nossas experiências prévias. Nós esperamos que uma escada seja uma escada, de modo que, se o artista a torna algo diferente, o olho (ou o cérebro) recusa-se a aceitar isso. Nestas gravuras intrigantes, o cérebro luta para forçar os desenhos impossíveis a se encaixarem em padrões mais familiares. Algumas vezes, a estrutura e o funcionamento

do olho podem ser postos em uso para criar um efeito deliberado. Quando olhamos um filme, constituído de uma série de imagens, cada uma apenas um pouco diferente, o olho não responde suficientemente rápido para detectar as pequenas diferenças em cada imagem, o que, de outra maneira, faria os movimentos parecerem tremidos. O cérebro vê o filme todo como um movimento suave e contínuo.


Cores que confundem

O olho e o cérebro parecem associar as cores em pares, tais como azul e amarelo ou vermelho e verde. De alguma maneira, as cores agem como opostas. Se você olhar fixamente, por 30 segundos, uma mancha de vermelho brilhante, e depois fechar seus olhos, você "verá" a mancha em verde por alguns segundos, antes de desaparecer. O mesmo efeito terá lugar com o azul e amarelo. Esses pares são chamados de cores complementares.

Ao contrário de algumas outras cores, as cores complementares não se misturam eficientemente. E fácil visualizar um azul-esverdeado ou um amarelo-avermelhado, mas é impossível imaginar um verde-avermelhado ou um amarelo-azulado.

O olho não tem esses problemas quando as cores são quebradas em pedaços muito pequenos. As ilustrações coloridas deste livro são formadas de milhares de minúsculos pontos de apenas 3 cores - vermelho, azul e amarelo - junto com o preto.

Eles são fundidos pelo olho para formar cores e texturas uniformes que o cérebro aceita. O padrão pode ser alargado para tamanhos muito maiores e ainda será reconhecível, mas apenas se os olhos se estreitarem de modo que as bordas dos pontos fiquem borradas.


Mais do que ser visível

O que vemos não é a mesma coisa que pensamos que vemos. Se fosse possível registrar os impulsos nervosos saídos da retina, para produzir uma imagem electrónica sem a ajuda do cérebro, eles produziriam pontos de luz desiguais e confusos. O cérebro pode dar sentido a essa massa de informação visual, e construir uma imagem reconhecível.

Por exemplo, o cérebro ajusta as cores das coisas que nós vemos, sem termos consciência disso. Uma maçã ainda aparece com a mesma cor quando a vemos sob luz solar brilhante, ou na luz amarelada do anoitecer. As fotografias coloridas mostram que o que realmente aparece é bem diferente. O cérebro apenas falha no ajuste quando uma luz colorida muito brilhante incide sobre a maçã, como a iluminação a vapor de sódio.

Estes contínuos ajustamentos e alterações significam que a parte consciente do cérebro é freqüentemente iludida, como as fotos coloridas podem provar. E é esta tentativa de interpretação de imagens visuais que pode pregar algumas peças ao olho, causadas por ilusões visuais (ilusões ópticas), tais como as mostradas nesta página, O cérebro tenta forçar alguma ordem em formas que podem ter varias interpretações diferentes.


in O Olho e a Visão - série "O Corpo Humano" - GEOCITIES


Doenças mais comuns da vista

- O que esperar do
aconselhamento farmacêutico -

Mário Beja Santos

 

Os olhos, esses órgãos tão sensíveis e vulneráveis

O olho é um órgão extremamente sensível, protegido por várias estruturas que Ihe permitem manter a integridade e defender-se contra uma série de agressões ambientais. Dos principais elementos protectores destacam-se as pálpebras, as pestanas e as lágrimas, que se constituem como uma barreira à infecção, às poeiras e outras agressões.

O próprio facto de a pupila variar de dimensão (dilata-se em ambiente escuro e contrai-se em ambientes muito iluminados) constitui uma protecção à entrada das radiações, algumas das quais poderão ser muito prejudiciais (caso das ultravioletas, e por isso se recomenda nos períodos em que elas são mais intensas que as pessoas usem óculos escuros).


O que são os "males menores" da vista
As afecções dos olhos revestem-se de diferente gravidade, sendo, na maioria dos casos, recomendada a consulta médica, de preferência ao oftalmologista. Casos há em que é possível tentar alívio, considerando a fraca gravidade da situação. A respeito desses "males menores" convém saber dialogar com o seu farmacêutico. Vejamos alguns exemplos.

Temos problemas nas pálpebras e internos. Começando pelas pálpebras, temos o "olho negro". Este, na maioria dos casos, não provoca lesões internas do globo ocular e pode ser aliviado através da aplicação de compressas frias embebidas em soro fisiológico ou água. Contrariamente ao que se deve fazer em hematomas noutros pontos do corpo, no olho nunca se aplica gelo.

Chama-se a atenção de que nem todo o soro fisiológico existente no mercado se pode aplicar nos olhos. De facto, existem alguns produtos que se apresentam com este nome mas que não estão esterilizados (isentos de bactérias) e a que podem ter sido adicionados desinfectantes. A aplicação de um soro fisiológico não estéril pode promover o desenvolvimento de conjuntivites (infecções) e os desinfectantes são irritantes, causando processos inflamatórios e dolorosos nos olhos. Assim sendo, o soro fisiológico para aplicar nos olhos deve ser pedido na farmácia, explicando a finalidade, e, antes de aplicar-se, importa ver o rótulo onde deve constar expressamente tal informação.

Outra situação frequente é a inflamação das pálpebras, também designada por «blefarite». Aqui, as pálpebras aparecem inchadas, avermelhadas, podendo provocar comichão e descamação. Esta situação requer limpeza frequente com compressas embebidas em soro fisiológico.

Há também a considerar a dermatite de contacto, que pode ser causada pelo contacto com sabões, maquilhagem ou outras substancias estranhas que eventualmente podem estar relacionadas com a actividade profissional. Neste caso, as manifestações podem ser semelhantes à blefarite, e o alívio é obtido com a aplicação de compressas frias juntamente com um tratamento com antialérgicos, sob a forma de comprimidos.

O conhecido "terçol ou treçolho" pode formar-se externa ou internamente na pálpebra, e surge como um nódulo mole, com inchaço da pálpebra. Pode ser aliviado com a aplicação de compressas quentes, durante cinco a dez minutos, três a quatro vezes ao dia.

Passando para a superfície ocular, é frequente o chamado "olho vermelho", que corresponde a uma congestão de vasos sanguíneos da conjuntiva, podendo ser provocado por inúmeros factores, como o fumo, poluição ou poeiras. Esta situação é aliviada com a aplicação de compressas frias ou colírios (soluções oculares especiais) de vasoconstritores. Sabe-se que este tipo de colírios é procurado abusivamente por algumas pessoas que os encaram como um produto de cosmética, pois a sua aplicação torna a córnea branca e limpa de qualquer vaso sanguíneo visível. Recomenda-se vivamente que esta prática seja abandonada, pois quanto mais frequente for a aplicação destes produtos maior será a possibilidade de a córnea se tornar congestionada e vermelha. A aplicação deste colírio só deve ser feita em situações que a justifiquem.


Situações que requerem intervenção médica
Apesar de poderem ser ligeiras, há outras situações que, de modo geral, recomendam uma ida ao médico. Por exemplo, a entrada de corpos estranhos nos olhos que não possam ser removidos rapidamente ou com facilidade através da lavagem com água corrente e abundante, mas também as queimaduras químicas, térmicas ou oculares, em que, numa primeira fase, é recomendável uma lavagem durante algum tempo, sendo prudente uma consulta médica posterior.

As conjuntivites são frequentemente infecções (por bactérias, vírus, Clamídia, etc.) mas podem ter origem alérgica. Estas situações requerem tratamento médico, pois tem que se identificar o agente causal conforme os sintomas apresentados. Uma conjuntivite alérgica provoca comichão intensa e algum lacrimejo, ao passo que uma conjuntivite por bactérias pode apresentar exsudado com pus, sendo mínima a comichão, podendo haver algum lacrimejo. Uma conjuntivite por vírus provoca geralmente intenso lacrimejo mas não tem praticamente exsudado. É comum a todas as conjuntivites a congestão da córnea (isto é, da conjuntiva), manifestando-se pela vermelhidão dos olhos. O tratamento faz-se em função da causa da conjuntivite. Daí a necessidade da consulta médica.

Há, no entanto, algumas medidas para evitar contágio que podem ser tomadas, caso da utilização de toalhas e almofadas individuais, a não aplicação de cosméticos e lavar as mãos com frequência (particularmente depois de tocar nos olhos). O alívio dos sintomas consegue-se pela aplicação das chamadas «lágrimas artificiais», tantas vezes ao dia quantas necessárias.

A manutenção do olho seco não tratado pode prejudicar seriamente os olhos. Não é raro que pessoas que passam muitas horas a trabalhar ao computador se esqueçam de pestanejar, o que vai diminuir a lubrificação dos olhos, tornando-os secos e induzindo problemas de gravidade variável. Uma medida que por vezes se recomenda é a colocação do ecrã do computador a um nível ligeiramente mais baixo dos olhos, evitando-se assim que o utilizador abra em demasia os olhos para fitar o ecrã. Claro que também deve saber que há tendência a pestanejar quando fita o ecrã, pelo que deve aprender a modificar os seus hábitos.

Obviamente que existem muitas outras afecções oculares, mas que requerem exclusiva intervenção médica.


Medicamentos para os olhos
De um modo geral, as doenças que afectam os olhos têm que ser tratadas com medicamentos aplicados na vista. Sendo estes órgãos muito sensíveis, os medicamentos têm que obedecer a particularidades muito próprias.

Para que sejam efectivos, a aplicação destes medicamentos requer cuidados específicos, dos quais se destaca a colocação de gotas ou de pomada numa bolsa que se forma com a pálpebra inferior. Cada embalagem de medicamentos só pode ser usada por uma pessoa. Depois da aplicação, os olhos devem-se manter fechados por uns instantes porque o pestanejar elimina a maior parte do produto. A aplicação das pomadas é recomendada à noite (estas permanecem mais tempo em contacto com os olhos e são mais eficazes).

Uma embalagem de medicamento, depois de aberta, mantém a validade por três a quatro semanas, independentemente do prazo de validade constante na rotulagem (que se refere ao medicamento antes de aberto). Antes e depois da aplicação destes medicamentos, devem-se lavar as mãos. As pomadas oculares e alguns colírios podem alterar a visão, pelo que é arriscada a condução ou a utilização de maquinaria de precisão.


Aconselhamento farmacêutico

  • Não insista junto do seu farmacêutico para que este lhe dispense medicamentos para os olhos que requeiram receita médica.
  • Quando o seu farmacêutico refere a aplicação de compressas de água morna ou fria, está excluído o uso de algodão, porque este deixa fios nos olhos.
  • Peça sempre para lhe explicarem a técnica correcta de aplicação dos colírios e pomadas oftálmicas.
  • A gota não cai de cima, deve aplicar-se junto ao olho, sem que lhe toque, entrando numa bolsa que é formada pela pálpebra inferior junto do canto interior do olho com a ajuda do dedo indicador, mantendo o olho fechado durante algum tempo.
  • Não partilhe as embalagens ou conta-gotas.
  • Entregue na sua farmácia as embalagens, mesmo contendo sobras, no final da duração do tratamento.
  • O soro fisiológico que usa deverá ter a indicação expressa no rótulo de que pode ser aplicado nos olhos ("uso oftálmico").
  • As embalagens dos medicamentos devem ser mantidas bem fechadas.
  • Não deve utilizar medicamentos cujo aspecto apareça alterado (darem sinais de turvação ou mudança de cor).
  • Use sempre os medicamentos prescritos, com informação do médico, e os não prescritos com aconselhamento farmacêutico.


Mário Beja Santos
in Revista " Farmácia Saúde" n.º 109 - Outubro 2005
colaboração da  Prof.ª  Maria Augusta Soares, Directora Cientifica da
Associação Nacional das Farmácias.


Pressão intra-ocular elevada

Mil Opticas

  1. O que é a pressão intra-ocular elevada?
  2. O que causa a pressão intra-ocular elevada?
  3. Sintomas
  4. Diagnóstico
  5. Tratamento


O que é a pressão intra-ocular elevada?

Uma pressão intra-ocular (PIO) elevada é uma situação em que a pressão do fluido no globo ocular é superior ao valor normal. Isto é o caso quando a pressão intra-ocular excede o valor normal de 21mm Hg. Um aumento da pressão tem origem numa obstrução dos canais que, normalmente, fornecem fluido ao globo ocular. Desconhecem-se as causas reais que estão na origem desta obstrução dos canais. A designação pressão intra-ocular elevada é utilizada para diferenciar este distúrbio do glaucoma. Um glaucoma é uma doença grave do olho, que pode conduzir a uma lesão do nervo óptico e a uma diminuição da visão. No caso de um aumento da pressão intra-ocular, não se verifica qualquer diminuição da visão nem lesões no nervo óptico.


O que causa a pressão intra-ocular elevada?

Um aumento da pressão intra-ocular pode ocorrer em qualquer idade. No entanto, torna-se mais evidente a partir dos 40 anos, bem como em pessoas com história familiar de pressão intra-ocular elevada e/ou glaucoma, bem como em afro-americanos. As pessoas extremamente míopes ou diabéticas possuem igualmente uma tendência para um aumento excessivo da pressão intra-ocular.


Sintomas

Um aumento da pressão intra-ocular caracteriza-se por uma quase ausência de sintomas. No entanto, o oftalmologista consegue descobrir facilmente esta doença ocular. Daí que seja importante submeter-se em intervalos periódicos a um exame oftalmológico.


Diagnóstico

O oftalmologista pode medir a pressão intra-ocular através de um processo simples e com a ajuda de um instrumento designado por tonómetro. Este exame também é chamado frequentemente por teste a impulso de ar. Neste exame, costuma usar-se um tonómetro livre de contacto, o qual gera um impulso de ar que faz deformar a córnea. O oftalmologista mede então o tempo que a córnea necessita para voltar ao seu estado original. Os tonómetros modernos medem a pressão intra-ocular através do contacto directo com a córnea ligeiramente anestesiada.


Tratamento

O tratamento da pressão intra-ocular elevada é feita através de uma vigilância regular e, no caso de necessidade, uma medicação adequada para reduzir a pressão e prevenir possíveis lesões oculares. O aumento da pressão intra-ocular não precisa, forçosamente, de conduzir ao aparecimento do glaucoma. No entanto, as pessoas que sofrem de uma pressão intra-ocular elevada correm um risco elevado de adoecer com um glaucoma, razão pela qual é importante consultar periodicamente um oftalmologista.

O facto de um aumento da pressão intra-ocular se caracterizar por uma ausência de sintomas evidencia ainda mais a importância de um exame oftalmológico regular.



Actualizado por MJA [28-Nov-11]


Gravidez e visão

Augusto Magalhães

Que cuidados deve ter uma grávida com a visão durante a gravidez?

A mulher grávida deve antes de mais ter os cuidados gerais compatíveis com uma vida saudável. Estes incluem uma dieta cuidada, um bom equilíbrio entre um exercício físico adequado e o repouso e abstinência de fumo, álcool ou drogas. Deve ainda fazer os necessários suplementos vitamínicos e de oligoelementos, por ex. de acido fólico, ferro e cálcio.

Uma gravidez deve ser planeada; os cuidados gerais de saúde devem iniciar-se antes de engravidar. É fundamental verificar o estado de saúde geral antes de engravidar ou obter um bom equilíbrio nos casos em que existem patologias capazes de piorar com a gravidez.

As alterações do metabolismo geral, do perfil hormonal e da circulação na mulher grávida são capazes de afectar o funcionamento do seu aparelho visual. Para além das alterações fisiológicas que ocorrem durante a gravidez, existem algumas doenças com repercussão visual que frequentemente se agravam neste período. Essas patologias (ex. diabetes e alguns tipos de tumores) devem ser rastreadas e/ou compensadas antes de engravidar.


É verdade que uma mulher que use óculos vê a sua graduação alterada com a gestação? Não pode mudar de lentes enquanto está grávida?

A ideia mais generalizada é de que a miopia aumenta durante a gravidez. O aumento da espessura e da curvatura da córnea, e o aumento da curvatura do cristalino poderão em alguns casos levar a um desvio refractivo no sentido de aumentar uma miopia pré-existente.

Contudo é necessário dizer que a maioria dos estudos efectuados não demonstrou até ao momento que a gravidez seja um factor de risco para aumentar o erro refractivo.

Contudo manda o bom senso que sempre que possível se deva protelar a mudança de lentes para evitar o risco de nova mudança a curto prazo.

Relativamente a lentes de contacto a situação é diferente. Na gravidez há uma diminuição da sensibilidade da córnea, há aumento da sua espessura e algum edema por retenção de líquidos, pelo que um risco acrescido de intolerância às lentes de contacto mesmo em utilizadoras de longa data pelo que nunca se deve introduzir ou mudar lentes de contacto durante a gravidez

Devido às alterações que ocorrem na córnea também a cirurgia refractiva com laser está contra indicada.


Quando uma mulher engravida, recomenda-se uma consulta no oftalmologista logo que possível?

Numa mulher jovem e saudável e sem factores de risco não é necessário.

Essa consulta e uma vigilância regular justifica-se quando existam patologias com envolvimento visual susceptíveis de serem agravadas durante a gravidez, como por ex. a diabetes ou alguns tipos de tumores, nomeadamente os tumores da hipófise, os meningiomas ou os melanomas coroideus. Justifica-se também uma consulta imediata perante o aparecimento de outras doenças capazes de envolver o aparelho visual, como acontece na eclampsia, pré-eclampsia ou nas doenças vasculares oclusivas.


Quais os riscos que a gravidez pode trazer para a visão? Quais os problemas mais frequentes?

São três os tipos de alterações que podem acontecer no aparelho visual durante a gravidez:

1. Alterações (fisiológicas) relacionadas com a gravidez:
- diminuição da sensibilidade e aumento da espessura da córnea por edema.
- diminuição da tensão ocular
- alterações pigmentares peliculares (“cloasma”)
- alterações do campo visual
- alterações transitórias na focagem (acomodação)

São alterações transitórias sem qualquer repercussão na visão.

2. Doenças com envolvimento ocular relacionadas com a gravidez:
- eclampsia e pré-eclampsia
- doenças vasculares oclusivas

Podem ter repercussões visuais que vão desde queixas ligeiras até perdas graves de visão. A recuperação pode ser completa ou podem persistir sequelas graves com défice visual grave. Após o parto há sempre melhoria rápida das lesões.

3. Doenças pré-existentes com envolvimento ocular, susceptíveis de se agravar com a gravidez:
- diabetes
- tumores: hipófise, meningeomas, melanomas

As complicações visuais melhoram após a gravidez mas podem persistir sequelas com perda visual de gravidade muito variável.


Existem formas de prevenção desses mesmos riscos?

Os cuidados e a prevenção devem começar antes do inicio da gravidez. Todas as mulheres devem efectuar um “checkup” completo antes de engravidar. Devem certificar-se de que estão de boa saúde e de que não têm doenças ou alterações susceptíveis de se complicarem durante a gravidez. Se existirem alterações desse tipo e mesmo assim decidir engravidar deve garantir um bom controle dessas alterações antes e durante a gravidez.

Este controle é particularmente importante nas grávidas diabéticas. O controle da glicemia é o factor mais importante no prognostico das alterações visuais e sistémicas da grávida e do feto. A diabética deve ter os filhos o mais cedo possível: o tempo de evolução da diabetes é o principal factor de risco para a presença, gravidade e progressão da retinopatia diabética.

Todas as diabéticas devem ter um exame oftalmológico inicial no primeiro trimestre; o “follow-up” depende da evolução da doença sistémica e ocular durante a gravidez. No mínimo, nos casos em que não há retinopatia diabética deve fazer-se um exame oftalmológico no primeiro trimestre e um novo exame no terceiro trimestre para monitorizar qualquer alteração.

Nas doentes com alterações graves de retinopatia, nomeadamente com neovascularizaçao da retina, o parto deve ser efectuado por cesariana para evitar o risco de hemorragia durante o esforço do parto.


Que conselhos dá às mulheres grávidas para não virem a desenvolver problemas de visão durante a gestação?

Alimentação saudável que deve incluir suplementos vitamínicos e oligoelementos, exercício moderado, bom controle metabólico e ponderal, rastreio e vigilância de alterações ou doenças sistémicas capazes de agravar e/ou provocar alterações oculares durante a gravidez.


Quem já tem problemas de visão antes de engravidar, deve fazer uma vigilância adequada? De quanto em quanto tempo?

Os cuidados de vigilância nestes casos devem ser sempre personalizados. A vigilância deve ser adequada à patologia em causa, à sua gravidade e à sua evolução.

Por outro lado patologias diferentes podem ter momentos críticos para a respectiva vigilância. Algumas patologias podem agravar-se durante a gravidez como por ex. a retinopatia diabética, a doença de Graves ou alguns tipos de tumores. Mas há também doenças como o glaucoma ou doenças inflamatórias (uveites) do globo ocular que podem melhorar durante a gravidez, mas que se agravam após o parto: nestes casos é necessária uma maior vigilância após o parto.

Um referência particular para as grávidas com miopias elevadas em que há frequentemente o receio de complicações oculares durante um parto normal; não há razão para tal receio uma vez que não há qualquer risco adicional para a visão.


E depois da gravidez, quais os cuidados que a mulher deve ter?

São necessários cuidados sobretudo se houve alguma complicação visual durante a gravidez; a maioria das alterações visuais revertem após o parto mas em situações de maior gravidade podem persistir sequelas que importa identificar e tratar.

Outro tipo de cuidados deve ser dirigido para doenças que por vezes melhoram na gravidez e se podem agravar após o parto. É o que acontece por vezes com o glaucoma e com alguns tipos de uveite; por ex. nas grávidas com espondilite anquilosante é muito importante a vigilância nos primeiros meses após o parto, uma vez que cerca de 20% desenvolvem nesse período um episódio de uveite.


Actualizado por MJA [19-Dez-12]


A Visão e o Computador

ClinoTávora


Com a presença cada vez maior da informática no quotidiano, no trabalho ou nas horas de lazer, muitos utentes apresentam queixas de desconforto ocular provocado pela excessiva exposição ao computador. Como a fixação do olhar na tela por períodos prolongados provoca esforço intenso, as queixas mais comuns referem-se a cansaço visual, ardor, dores de cabeça, sensação de olho seco, visão turva ou mesmo dupla e dificuldade de concentração, especialmente quando a iluminação e a postura estão incorrectas. Esses sintomas ocorrem mais frequentemente nos utilizadores que necessitam de lentes de contacto.

No entanto, algumas atitudes simples podem ser adoptadas no escritório ou em casa para minimizar o desconforto causado pelo uso constante do computador. O primeiro passo é agendar uma consulta no oftalmologista para investigar ou excluir a possibilidade de problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Aos usuários de computadores que necessitam de óculos, é recomendado o uso de lentes fotocromáticas, dotadas de tratamento anti-reflexo e filtros UV.

Já os adeptos das lentes de contacto, visando evitar a ocorrência do olho seco provocado pela diminuição do pestanejar ao fixar demoradamente a tela, podem utilizar soluções humidificantes, como colírios de lágrimas artificiais, que reduzem o incómodo e mal estar.

Outro cuidado essencial é verificar a correcta iluminação do local onde o computador está instalado. O ideal é usar luz indirecta e fechar as cortinas do ambiente de modo a quebrar a incidência da luz diurna, evitando, assim, reflexos na tela. O monitor também deve ser regulado para diminuir a fadiga visual, com ajuste das funções de brilho e contraste.

Uma medida interessante é a instalação de filtros anti ofuscantes, que reduzem o desconforto. Além disso, é importante conservar o monitor a uma distância pouco maior do que a utilizada na leitura: cerca de 35 a 50 centímetros dos olhos, em linha recta. O aparelho deve ser mantido sempre limpo, pois o acumular de poeira deteriora a imagem.

Imagem com postura adequada face a um monitor


Períodos de descanso também auxiliam
os utilizadores do computador.

Pausas curtas e constantes são mais benéficas do que o repouso prolongado. A recomendação médica é uma pausa de cinco minutos para cada hora de trabalho, relaxando e fechando os olhos durante alguns instantes. Ao mesmo tempo, é importante mudar de posição com frequência para reduzir a fadiga muscular.

Observadas todas estas medidas, é possível ter conforto e segurança durante o trabalho e as horas de lazer. É essencial prestar sempre atenção aos sintomas oculares e procurar um oftalmologista sempre que necessário para manter a saúde visual sob controle. Apesar dessas recomendações, é importante destacar que as radiações emitidas pelos computadores são de baixa intensidade e ainda não existem evidências de danos à visão.


Fonte: CLINO TÁVORA
http://www.medicosdeportugal.iol.pt/


Astenopia

Dr. Queiroz Neto

 

Se o computador é parte de seu trabalho - e de sua vida -
a melhor opção é aprender a proteger seus olhos
.

A astenopia ou o cansaço visual que, muitas vezes é referido como dor de cabeça, ardência ou embaralhamento das letras, dificulta a continuidade da actividade. Diante disso, fica claro que seria razoável fazer pequenas pausas de 10 minutos a cada hora de trabalho, diante do computador.

"É cada vez maior o número de pacientes que reclamam dos sintomas da secura e ardência dos olhos. Informa o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier. Segundo ele, geralmente esses pacientes passam mais de 10 horas, diariamente, em frente do computador. Essa síndrome, que não é nova, mas que cresce sem parar, acontece devido à redução do número de vezes que as pessoas piscam os olhos, o que pode causar secura e trazer doenças oftalmológicas graves.

De acordo com o Dr. Queiroz Neto, ainda não há comprovação cientifica de que os raios X ultravioleta e os campos magnéticos emitidos pelos monitores afectem a saúde dos olhos. "Entretanto, dependendo das condições e do tempo de permanência frente à tela, pode ocorrer desconforto visual", afirma.


Posição do computador, regulação e projecção
de iluminação adequadas protegem a visão.

Muitos dos problemas oculares relacionados com uso intenso do computador dizem respeito a projectos de iluminação mal feitos. O oftalmologista orienta para que não se coloque o computador nem de costas nem de frente para a janela, pois a luz da rua atrás do monitor prejudica pelo ofuscamento que causa, ao passo que, vindo da frente, provoca sombras e reflexos na tela, causando desconforto e prejudicando o desempenho. Outra recomendação é contra a iluminação artificial intensa mal posicionado ou muito próximo do aparelho, causando os mesmos problemas da janela.

"O excesso de luminosidade leva à contracção das pupilas, gerando cansaço visual. Por isso, a tela deve de ser regulada para o máximo de contraste, não de intensidade luminosa", recomenda o médico, que acrescenta que a distância ideal é de 60 centímetros entre os olhos e o computador".

O médico também ensina que o monitor de fundo escuro facilita a identificação das letras exigindo menos esforço que os de fundo claro. Além disso, o monitor deve estar posicionado abaixo do nível dos olhos, nunca acima.

De acordo com as orientações do oftalmologista, outra forma de proteger os olhos do trabalho intenso em frente às telas de computador é modificar um pouco os hábitos. "É importante estabelecer intervalos de cinco minutos (fechar os olhos e olhar para o infinito) a cada meia hora, pois é incorreto permanecer muitas horas frente de um computador, mesmo quando a tarefa precisa ser concluída", argumenta.

Ele ensina, ainda, que os trabalhadores de informática ou mesmo aqueles que ficam muito tempo em frente ao monitor por entretenimento passem a piscar mais: "Piscar voluntariamente é fundamental, pois devido à atenção que o trabalho exige, o pestanejamento, que em situações normais acontece cerca de vinte vezes por minuto, cai para seis ou sete vezes, gerando vermelhidão, ardor e sensação de areia", diz.

Além disso, lente de contacto, ar condicionado e computador são incompatíveis. Melhor optar pelos óculos e também utilizar colírio de lágrima artificial. "Todo o sintoma deste desconforto ocular, por mais simples que possa parecer, deve fazer com que a pessoa procure um oftalmologista", sugere.


Entrevista com o Dr. Queiroz Neto
Revista Absoluta ano II - 18 Out.2003


Visão:

Mitos e Verdades


Quem usa óculos vê pior à noite?
Os míopes vêem menos à noite, mesmo com óculos. As células dos olhos do míope têm mais dificuldade de adaptação à escuridão.


Óculos viciam?
A ideia de que quem começa a usar óculos não consegue mais viver sem eles é, de certa forma, verdadeira. Mas não porque causem dependência. Muitas pessoas passam boa parte da vida sem saber que vêem mal. Quando descobrem e corrigem o problema, elas se dão conta do quanto é mais confortável ver com nitidez. É por isso que passam a ter dificuldades em ficar sem óculos.


Deixar de usar óculos piora a visão?
O uso de óculos não interfere na evolução de problemas como miopia e astigmatismo. O que ocorrem são incómodos da dificuldade para ver, como lacrimejamento, vermelhidão nos olhos e dor de cabeça. Em outra palavras, usar ou não usar óculos não irá fazer o grau aumentar ou diminuir, mas usando, certamente, irá ter uma qualidade visual bem melhor.


Óculos escuros protegem os olhos?
Sim, porém é importante que as lentes sejam de boa qualidade para filtrar os raios ultravioletas e infravermelhos. Lentes que só escurecem e não possuem filtros, são muito prejudiciais, pois as pupilas se dilatam e a quantidade de raios que penetram no olho é muito maior, podendo provocar doenças como a catarata.


Óculos comprados em vendedores ambulantes fazem mal à visão?
Por causa da má qualidade, óculos comprados na rua distorcem as imagens, o que provoca dores de cabeça e nos olhos. Esses sintomas passam assim que os óculos são retirados. A visão não fica comprometida, mas podem ocorrer problemas decorrentes da falta de filtro contra os raios do sol, como inflamação e descamação da córnea. Por outro lado, eles podem ser úteis em situações de emergência, tais como quando estamos em viagem e perdemos os óculos.


Quem usa óculos não pode doar a córnea?
Miopia, Hipermetropia, ou mesmo Astigmatismo - que ocorre devido a um defeito na curvatura da córnea - não são, de forma alguma, contra-indicação para doação. Na hora do transplante, o cirurgião pode fazer as correcções que forem necessárias.


Filhos de pais míopes ou hipermétropes também terão que usar óculos?
As deficiências visuais podem, de facto, fazer parte da herança genética de uma pessoa. Mas isso não quer dizer que a característica será passada directamente de pai para filho. Uma criança cujos pais tenham miopia, hipermetropia ou astigmatismo pode nascer com os olhos normais, mas a chance de virem a ter problemas é maior.


Quem lê demais fica com a vista cansada?
Ler nunca fez mal a ninguém. A vista cansada, chamada tecnicamente de presbiopia, é resultado do processo natural de envelhecimento. Com o tempo, o cristalino vai perdendo a capacidade de foco. E isso independentemente da exigência dos olhos.


Exercícios para os olhos fazem a miopia regredir?
Não há "fisioterapia" para corrigir a dificuldade de ver. Existem, porém, exercícios para casos de estrabismo.


Ler dentro de veículos em movimento causa descolamento
de retina?
Ler em movimento pode causar tontura ou náusea por desequilíbrio do labirinto, mas não causa descolamento de retina. Caso não haja mal-estar pode-se ler à vontade sem receio ou risco algum.


Ler no escuro é prejudicial?
A iluminação deficiente faz com que os olhos se cansem mais depressa, uma vez que para termos boa visão é necessário que haja contraste entre as letras e o papel, o que não ocorre com pouca claridade, porém, não lesa os olhos.


Ver televisão de perto pode prejudicar a visão?
Ver televisão a menos de 3 metros de distância pode provocar cansaço ocular por forçar a acomodação e a convergência, mas não traz prejuízo para a visão. Outro aspecto interessante é ver TV sempre com o local iluminado.


Passar muito tempo na frente do computador piora a
visão?
O computador não compromete a visão, mas pode deixar os olhos secos, já que se pisca com menor frequência. Menos lubrificados, os olhos tornam-se menos protegidos e a visão fica embaçada com mais facilidade. Por isso, deve-se fazer uma pausa a cada 50 minutos. Ler + aqui.


As lentes de contacto não corrigem a visão tão bem
quanto os óculos?
Ao contrário: as lentes podem ser melhores que os óculos, principalmente em altos graus de miopia. Além disso, por aderirem à córnea, dão um campo de visão maior.


Lentes de contacto estacionam a miopia?
Não estacionam a miopia, pois se assim fosse os oftalmologistas receitariam lentes de contacto para crianças míopes quando elas ainda apresentassem graus insignificantes, ou seja, cortariam o mal pela raiz. O que ocorre, na realidade, é que a época em que se costuma prescrever as lentes geralmente coincide com a idade em que a miopia estaciona naturalmente, após os 20 anos.


Não se deve dormir nem ir à praia com lentes de contato?
Existem lentes permeáveis ao oxigénio, que podem continuar nos olhos durante o sono. Mas quanto menos ficarem nos olhos, menor o risco de infecção. O melhor é evitar dormir com elas. Também não há problema em ir à praia com lentes de contacto, desde que não as perca, mergulhando de olhos abertos.


Uma lente de contacto pode ir para dentro do olho?
Não. Não há nenhuma comunicação anatómica entre a face externa da córnea e a esclera (onde se alojam as lentes) e o interior do globo ocular.


A cirurgia de miopia elimina sempre o uso de óculos?
O objectivo da cirurgia da miopia é minimizar ao máximo o uso de óculos ou lentes de contacto buscando a redução ou eliminação total do grau. A possibilidade de “zerar” o grau é de aproximadamente 96%, mas não devemos gerar “falsas expectativas” garantindo que isto ocorrerá em todos os casos.


A miopia pode voltar após a cirurgia a laser?
Caso a cirurgia tenha sido realizada quando o grau já estiver estabilizado, a possibilidade da miopia voltar é praticamente inexistente. Se continuar progredindo é porque progrediria mesmo que o paciente não tivesse sido submetido à cirurgia. Outra possibilidade de surgir miopia novamente é o uso abusivo de computadores de maneira inadequada.


Pacientes que vêem pouco devido a doenças oculares
devem evitar esforçar visual?
Não. De um modo geral nenhuma patologia ocular limita o uso da visão ou faz com que a pessoa deva diminuir o uso dos olhos, excepto se ela própria apresentar sintomas de cansaço ou outros.


Criança que brinca de entortar os olhos pode ficar vesga?
De jeito nenhum. Os músculos dos olhos das crianças são suficientemente fortes para lhes permitir olhar na direcção que quiser. O estrabismo, ou seja, o desvio da direcção dos olhos, é um defeito congénito: a criança já nasce com ele, podendo manifestar-se já no nascimento ou até aos 5 anos de idade.


Limão clareia os olhos?
Não, o limão é totalmente contra indicado para uso ocular, pois pode provocar grande irritação, podendo ocasionar até úlceras de córnea, uma vez que seu suco é bastante ácido.


Anel aquecido trata o terçol?
O terçol é uma irritação caracterizada por um inchaço na região da pálpebra, provocada pela obstrução de uma glândula produtora de gordura ou por infecção bacteriana. O tratamento baseia-se na aplicação de compressas mornas. O calor do anel aquecido teoricamente pode até fazer o mesmo efeito que as compressas, mas não é um método muito prático e como é de metal pode até queimar as pálpebras.


Leite materno cura conjuntivite de recém nascidos?
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, película que reveste o olho, que pode ter origem alérgica, viral ou bacteriana. O tratamento visa combater o agente causal e evidentemente o leite materno não é indicado nestes casos. Uma conjuntivite não tratada adequadamente pode até vir a comprometer a visão. Com bebés, o cuidado deve ser ainda maior. Jamais pingue qualquer substância sem consultar o seu médico.


Diabetes pode causar cegueira?
A diabetes agride os olhos provocando catarata, predispondo ao glaucoma e pode causar cegueira devido a hemorragias na retina. O exame do fundo de olho é fundamental para detectar alterações da diabetes e orientará quanto a aplicação de laser, cuja finalidade é prevenir complicações futuras tais como as hemorragias, que quando não tratadas podem levar á cegueira. Uma dieta rigorosa e o acompanhamento clínico são essenciais, pois a diabetes ainda não tem cura e o tratamento busca apenas o seu controle.


A visão da criança.
O recém-nascido nos primeiros 60 dias vê apenas vultos sem cores ou forma. Em torno dos 3 meses começa a surgir a visão de cores e formas, que atingem uma boa qualidade com 9 meses de vida. A partir daí a criança vai desenvolvendo a visão até alcançar uma visão completa aos 5-6 anos de idade. Por isso, a infância é uma fase importante do desenvolvimento, pois é nela que muitas doenças podem ser detectadas e tratadas. Sabemos que se uma doença ocular que prejudique a visão não for corrigida até àquela idade, com certeza deixará sequelas visuais, causando restrições desde leves a importantes à vida adulta.


Fonte: Dr. Queiroz Neto 


Actualizado por MJA [22-Jul-11]


O que esperar de uma
visita ao oftalmologista


Por ocasião da consulta oftalmológica, o oftalmologista verificará não só quão bem você vê, mas identificará, também, problemas oftalmológicos potenciais, como o glaucoma e a degeneração macular os quais podem causar perda da visão se não forem detectados e tratados a tempo.

Pessoas com mais de 35 anos devem fazer um exame oftalmológico completo a cada dois anos. Os que têm mais de 65 anos e parentes de sangue com glaucoma, diabetes e retinopatia diabética devem  consultar anualmente o oftalmologista.

Embora cada oftalmologista tenha o seu próprio sistema de trabalho, a maioria dos testes de visão são parecidos. Uma consulta oftalmológica de rotina, geralmente, inclui os seguintes testes e exames:


1. Teste de acuidade visual ou de refracção:
O médico verifica a ocorrência de miopia, hipermetropia e astigmatismo e mede o erro refrativo do olho. Enquanto você olha para tabelas com desenhos ou letras, o médico medirá sua acuidade visual de forma precisa e, se necessário, determinará o uso de lentes correctivas.

2. Visão binocular e coordenação dos músculos do olho:
O médico moverá uma luz a fim de identificar alguma fraqueza dos músculos oculares ou movimentos involuntário dos olhos, bem como a sua capacidade de os movimentar em diferentes ângulos e direcções. Avaliará também a sua visão binocular, isto é, se os dois olhos funcionam em conjunto adequadamente. O bom funcionamento dos olhos em conjunto é importante para a correcta percepção de profundidade, coordenação dos músculos oculares e capacidade para mudar o foco de perto para longe.

3. Teste do campo visual:
O médico moverá um objecto nos limites do seu campo visual, para medição da sua visão periférica. Este teste ajuda no diagnóstico de doenças dos olhos e de problemas neurológicos.

4. Reacção da pupila à luz:
O médico direccionará uma luz brilhante no seu olho e observará a reacção da pupila.

5. Interior e fundo do olho:
Após dilatar suas pupilas (utilizando um colírio e diminuindo as luzes do ambiente), o médico utilizará um instrumento especial chamado oftalmoscópio para ver o fundo do olho. É aí que os sinais de várias doenças oculares aparecem primeiro. Este teste possibilita que o oftalmologista avalie as respostas da pupila, nervo óptico, retina, córnea e cristalino.

6. Pressão intra-ocular:
O médico lançará um sopro de ar no seu globo ocular, utilizando um instrumento chamado tonómetro. Este procedimento mede a pressão intra-ocular [PIO], isto é, a pressão do líquido do olho. A pressão intra-ocular elevada pode ser um indicador precoce de glaucoma e outras doenças.

7. Saúde e funcionamento da pálpebra:
O médico examinará a parte interna e externa de sua pálpebra.

8. Teste de cores:
O médico pedirá que você descreva as figuras de uma série de ilustrações criadas a partir de inúmeros pontos ou círculos coloridos. Isso testa a sua capacidade de diferenciar cores.


Fonte: Bausch & Lomb e OftalmoCare, 2011


Actualizado por MJA [23-Out-11]


Glossário


Acomodação: a capacidade do olho em ajustar a forma de seu cristalino, de maneira a focalizar claramente os objectos tanto de perto quanto de longe.

Astigmatismo: defeito visual que resulta de uma falha de curvatura da córnea.

Bastonetes: células cilíndricas e finas da retina, que respondem à luz, mas não podem distinguir cores. São muito sensíveis e proporcionam a visão em áreas de pouca luz.

Bifocal: óculos fabricados com duas partes em cada lente, de modo que unia pessoa com falta de acomodação visual possa enxergar os objectos de longe e de perto.

Campo visual: a área que vemos enxergar sem mover os olhos.

Catarata: defeito visual causado pelo embaçamento do cristalino.

Células ganglionares: células nervosas da retina que transformam as mensagens dos bastonetes e cones para as fibras nervosas que passam-nas para o cérebro.

Cones: células receptoras de luz com a extremidade em ponta. Os cones registram a cor e a luz brilhante e são importantes para enxergar detalhes.

Convergência: tendência dos dois olhos em apontar levemente para o interior quando eles enxergam um objecto. A convergência é mais marcante quando o objecto move-se para mais perto do olho.

Cores complementares: cores opostas. Imagens residuais são geralmente de uma cor que é complementar à cor que está sendo vista.

Córneas: cobertura transparente da frente do globo ocular.

Córtex: parte da superfície do cérebro onde a informação recebida é classificada e atuada.

Cristalino: estrutura transparente e arredondada que focaliza a imagem sobre a retina. O cristalino dos olhos difere das lentes dos óculos pois é flexível. Portanto, capaz de focalizar objectos de perto e de longe.

Daltonismo: defeito visual no qual o reconhecimento de certas cores é distorcido. Há muitos tipos diferentes de daltonismo, mas o mais comum é o verde-vermelho.

Esclerótica: a cobertura branco-leitosa da maior parte do globo ocular. Ela é grossa e flexível, dando ao olho sua forma arredondada.

Fotorreceptores: bastonetes e cones. Células da retina sensíveis à luz.

Fóvea: pequena área da retina, na qual as células cônicas estão cerradamente agrupadas. Os olhos movem-se de modo que o centro da imagem que nós enxergamos é focalizada na fóvea.

Hipermetropia ou visão longa: defeito visual no qual o olho não pode focalizar claramente os objectos que estão perto.

Humor aquoso: liquido fino e transparente que preenche a parte anterior do olho.

Humor vítreo: material gelatinoso, claro, que preenche o globo ocular atrás do cristalino. A luz passa livremente através do humor vítreo.

Íris: tela muscular em forma de anel na parte anterior do olho, que se abre e fecha para regular a quantidade de luz que alcança o cristalino. A íris é a parte colorida do olho, geralmente azul ou castanha.

Lisozima: um agente desinfetante natural produzido pela lágrima. Ele mata os microrganismos que, de outra maneira, poderiam crescer na córnea.

Membrana coróide: camada entre a retina e a esclerótica que supre o olho de sangue.

Miopia, ou visão curta: defeito visual no qual o olho não pode focalizar claramente os objectos distantes.

Músculos ciliares: anel de pequenos músculos que mudam a forma do cristalino permitindo a focalização.

Nervo óptico: feixe de fibras nervosas que leva os sinais de cada olho para o cérebro.

Ponto cego: área onde as fibras nervosas e os vasos sanguíneos saem da retina. Não contém células sensíveis à luz e, portanto, é "cego" Pupila pequeno buraco no meio da íris. Ela se abre e fecha mantendo a quantidade apropriada de luz que entra no olho.

Quiasma óptico: o ponto no qual os dois nervos ópticos juntam-se e as fibras nervosas das metades centrais da retina se cruzam, indo para lados opostos do cérebro.

Retina: revestimento interno da parte traseira do olho, na qual estão localizados os bastonetes e os cones.

Rodopsina: pigmento púrpura contido nos bastonetes, que é clareado pela luz, provocando na célula a produção de um sinal elétrico. Também é chamado de púrpura visual.

Visão estereoscópica: capacidade de detectar a profundidade daquilo que enxergamos devido à interpretação levemente diferente das imagens recebidas de cada olho. Também é chamada de visão binocular.

Visão periférica: a capacidade de se perceber os objectos quando não estamos olhando directamente para eles. A visão periférica usa a célula cônica das bordas do campo visual e é, portanto, menos sensível do que a visão normal, quando a luz cai na fóvea.


Fonte: GEOCITIES

Actualizado por MJA [Dez-2012]

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